Oprofeta

Oprofeta

domingo, 8 de abril de 2018

De tudo um pouco * A little bit of everything,





De tudo um pouco,
O bobo,
A corte e,
Eu.

No tempo não há espaço,
Se ganha e se perde.
Não existe a simultaneidade,
Sempre algo se dá antes.

Pergunte ao sorriso o que o faz sorrir,
E ele se cala.
O sorriso não gosta das perguntas,
Assim como as perguntas odeiam o sorriso.

É fato,
Antes do empurrão a intensão.
O pedido de desculpas, quando vem,
Chega somente depois das feridas.

Assim sendo,
De tudo um pouco,
A corte e,
Eu

Sorrir do tombo dos outros é burrice,
Nunca sorri.
Estendo a mão,
Ajudo os que caem a se levantar.

Eu não sorrio das lágrimas,
Ainda que estas sejam de felicidade, não sorrio,
Assisto-as calado quando não me cabe participar,
O meu dia chegará.

E então, de tudo um pouco,
Do pouco o muito,
Da dor a graça,
Do desamor ao amor.

De tudo um pouco,
A corte,
A situação

E eu. 

                              *


A little bit of everything,


A little bit of everything,
The fool,
The court and,
I.

There is no space in time,
You may be win and you may be lose.
There is no simultaneity,
Something is always takes place before.

Ask the smile what makes it smile,
And the smile shut up.
The smile does not like the questions,
Just as the questions hate the smile.

Its fact,
Before pushing the intensity.
The apology, when it comes,
It arrives only after the wounds.

Therefore,
A little bit of everything,
The court and,
I

To smile of the others s fall is stupid,
I never smile.
I reach out,
I help those who fall to get up.

I do not smile of the tears,
Although these are of happiness, I never smile,
I watch them quiet when it´s not to me to participate,
Certainly my day will come.

And then, of all a little,
From little too much,
From pain to grace,
From heartbreak to love.

A little bit of everything,
The court,
The situation
And I.


                      *

Sinto-me assim




Sinto-me assim, como desistindo de tudo.
Sim!
Sinto-me como me dissolvendo no ar,
Transformando-me em nuvens, vapor,
Voando como o vento, ou coisa assim.
Acho que cansei,
Cansei-me das coisas, das pessoas,
Ou sei lá, talvez só me cansei.
De repente penso que é hora de partir,
Que é o momento de deixar para lá
Sei lá, parece que nada faz sentido.
Há um grande vazio,
A sensação de inutilidade,
Há os “por quês”,
E também os “para quê”,
São tantas os questionamentos
Que tudo parece unitil, e então a sensação
De vazio e da inutilidade de fazer as coisas.
Para onde ir daqui?
E para quê?
Ainda que eu não queira ficar aqui,
Não encontro motivo para ir para outro lugar,
E a sensação de desistindo de tudo.
Sinto-me como me misturando com o ar,
Desaparecendo no meio das nuvens.
Sem motivo para prosseguir,
Os questionamentos: por que? Para que?
Tudo parece tão inútil,
Parece tão igual,
Igual uma estrada sem fim.
É assim.
Assim me sinto como desistindo de tudo,
Sinto-me como se já tivesse vivido tudo,
Feito de tudo,
Vejo tudo tão igual.

                   *


I feel this way


I feel like this, giving up everything.
Yes!
I feel like dissolving myself in the air,
Turning me into clouds, steam,
Flying like the wind or something like it.
May be I just got tired,
Tired of things and people as well,
Or I do not know, maybe I just got tired.
Suddenly I think it's time to leave,
It's time to let it go.
I do not know, nothing seems to make sense.
There is a great emptiness,
The sense of worthlessness,
There are "why",
And also the “what for,"
There are so many questions
That everything seems useless, and then the sensation
Of emptiness and the uselessness of doing things.
Where to go from here?
And what for?
Although I do not want to stay here,
I cannot find reason to go elsewhere,
And so, the feeling of giving up of everything.
I feel like I'm mingling with the air,
Disappearing in the clouds.
For no reason to proceed,
The questions: why?
Everything seems so useless,
It seems so equal,
Just like an endless road.
And so.
So I feel like giving up of everything,
I feel like I've lived through everything,
It like I have already done everything in life,
I see everything so much the same.

                              *

sábado, 23 de setembro de 2017

As coisas acontecem



Avesso às coisas,
O inicio, meio e fim,
Contrário às lágrimas,
Aos sorrisos frios,
As meias verdades,
Às coisas.
Avessos a tudo que acontece,
Que começam assim,
Só assim.
Acontecem, envolvem,
Eu com medo delas,
E elas nunca com medo de mim.
O começo,
Algo que parece não ter fim,
O fim que sei ser certo,
Mas que não o quero para mim.
Mistério, mistério, mistério!
Meus medos,
Meu desespero.
O sol,
A sombra,
O escuro,
O assombro,
O calafrio,
Sinto frio.
O grito,
O arregalar dos olhos,
O amargo da boca,
A garganta cala.
Ainda avesso às coisas,
Elas começam, acontecem.
Sim! 
Acontecem,
São verdades,
Dúvidas que envolvem,
O medo.
É sempre assim,
Se dá em mim,
Acordo no meio da noite,
O silêncio,
O mistério dos medos,
O meu medo,
Avesso às coisas.


        @

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Paixão





Que sangre!
É paixão.
É paixão, é saudade,
Falo de solidão.
As lágrimas não curam,
Não amenizam a dor.
Bebo para esquecer,
Mas os copos não são solução.
É saudade,
É o “não”.
Que sangre!
A boca amarga,
Implora o teu beijo,
Tudo é muito cinza,
O céu sem graça,
É paixão,
É solidão.
Grito o teu nome,
Mas a minha voz não te alcança.
O meu pranto não cala,
Te chama, te chama, te chama,
Não me ouves,
Não ouves o meu lamento.
Então,
Que sangre!
Que sangre!
Que sangre!
Sem ti tudo é frio, muito frio.
Longe de ti,
A vida não tem razão de ser,
O céu chove,
O céu chora,
Quero te ver,
Preciso te viver.

@


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Nosso pecado


O coite.
O silêncio,
O gemido,
O grito.
O prazer,
Que prazer!
Descalabro,
Cumplicidade,
Teus lábios,
Meus lábios,
O estalar de um beijo,
O teu cheiro,
O nosso cheiro,
O vento.
A brisa,
O orvalho,
O perfume,
A madrugada.
Vontades,
Desejos,
Fantasias,
Devaneios,
O meu corpo
Em teu corpo.
Louco,
Te viajo.
Sinto o teu calor
Me molho,
O teu pecado,
O meu pecado,
Nosso amor.

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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Soneto para o amanhã




Amanhã,
Não te tardes! 
Te espero.
Amanhã,
Outro dia,
Um novo dia,
Só mais um dia,
Perspectivas,
Incertezas,
Uma ponta de medo.
Amanhã,
Um sopro,
Agasalho,
Um abraço a hora,
Expectativas,
Ansiedades,
Talvez incerteza,
amanhã.
amanhã,
As vezes tão distante,
Penso que para mim não chegarás.
Desespero!
De repente.
Estás tão aqui,
Que me angustia a tua demora.
Amanhã!
Amanhã!
Amanhã!
É só mais um dia,
Outro dia.
Nostalgia,
Atiro-me ao teu encontro,
Transbordo  incertezas, meus medos.
Tenho um segredo:
O teu mistério me encanta,
Amo os teus segredos,
Me vejo amanhã.
Amanhã!
Toma-me em teus braços,
Seja, pelo menos uma vez, eu.
Experimente a ansiedade com a qual te espero.
Amanhã!
Não me deixes só,
Não faltes para mim,
Cale as minhas aginias,
troque-as por um sorrir.

                                                                              @

sexta-feira, 11 de agosto de 2017