Oprofeta

Oprofeta

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Momento de oração - Moment of prayer


Oração! Momento de compenetração, tentativa de reunir os
Pensamentos e focar no num só objetivo, encontrar Deus.
Chegada a hora da oração, neste momento meus pensamentos
Rebelam-se e, aproveitando o meu descuido, pensam o que
Jamais deveria ser pensado durante uma oração. Preciso falar
Com Deus, mas alguns pensamentos rebeldes ignorando a
Importância deste momento voam, vão a lugares onde nunca
Vou e,  lá, pensam os mais terríveis pensamentos. Desesperado
Busco-os e os repreendo, os obrigo a focarem nas orações.

Hora da oração! Agarro os meus pensamentos e os obrigo a
Ficarem comigo, mas eles reclamam. Não entendem que
Precisam estar focados em momento tão especial. Começo a
Orar e os meus pensamentos, aproveitando o meu descuido
Voam, vão para bem distantes, vagam em lugares onde não
Consigo os alcançar. Sem conseguir concentrar-me me dou
Conta de que os meus pensamentos dispersaram-se e os busco
E os obrigo a retornar. Oro! Oro porem sem tirar o foco dos
Meus pensamentos.

Os meus pensamentos são como crianças vadias, não gostam
De obrigações. Hora de ir à Igreja! Pensamentos preguiçosos
Recusam-se a vir comigo então os arrasto. Na Igreja a luta é
Ferrenha, os meus pensamentos, como crianças traquinas,
Correm por entre os assentos, observam a todos e os criticam
Com comentários impróprios para quem se propõe a orar e os
Repreendo, obrigo-os a focarem nas orações. Oração!
Momento de compenetração, reúno os meus pensamentos e,
Juntos, vamos à busca do perdão.

                             *


Moment of prayer


Prayer! Time of permeation, attempt to gather thoughts and
Focus on a single goal, which is to meet God. It is the time of
Prayer! At this moment my thoughts rebel and taking advantage
Of my carelessness, my thoughts thinks what should never be
Thought of, during a prayer. I need to talk to God but some
Rebellious thoughts, ignoring the importance of this moment fly,
They fly and go to places where I never dared to go, and there,
My thoughts think of the most horrible thoughts. Desperate I
Look for them and rebuke them; I oblige them to focus on the
Prayer.

Hour of prayer! I grab my rebels thoughts and force them to stay
With me, but they complain. My thoughts do not understand that
They must be focused in what I am doing in such special moment.
I start to pray and my thoughts, taking advantage of my
Carelessness fly a way, they go far away, they wander in places
Where I can’t reach them. Unable to concentrate in my pray,
I realize that my thoughts got scattered, I seek them and force
Them to return. I pray! I pray without taking my focus out of my
Thoughts.

My thoughts are like bitches children; They do not like to have
Obligations. It is time to go to church! My lazy thoughts refuse
To come along with me so, I drag them. At the Church I get a
Terrible fight against my thoughts. Like mischievous children,
My thoughts run through the seats, they look at everyone in
There and criticize whoever they see with inappropriate
Comments to who is planning to pray. I rebuke my thoughts;
I force them to focuses in the prayers. Pray time! It is time of
Permeation and, I gather my thoughts and, together we go seek
For forgiveness.


                              *

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Sol do meio dia - The midday sun


Com as mãos nos bolsos, desço a rua sob o sol inclemente, que
Mente, mente dizendo que não vai me queimar enquanto me
Queima. Acredito que o sol não furtará os pensamentos que,
Desesperados rolam em minha mente loucos para serem
Pensados, e os penso. Penso sobre; quando terá sido a ultima
Vez passei por esta mesma rua, que agora caminho
Displicentemente.

O sol é escaldante, o vento com preguiça de soprar, sopra
Insolente enquanto o calor abrasador desove os pensamentos
Que povoam a minha mente. Desço a rua calmamente enquanto
Procuro em meus bolsos o que não encontro em minha cabeça
E  penso: Por que insisto em viver a vida enquanto a vida não 
Se importa comigo? Desço a rua com as mãos no bolso e 
Assim sigo sem chegar a lugar algum.

Com a mente obstruída pelo calor do sol desço a rua com andar
Displicente, louco para chegar onde o dia nasceu, mas paro.
Paro diante de um pensamento que há muito perdi no tempo e
Que agora, senhor já idoso, retorna para me questionar. O sol é
Escaldante, os meus pés descalços caminham sobre o cascalho
Quente e o vento com preguiça de soprar, sopra fraco enquanto
Desço a rua com a mente repleta de pensamentos vagos que 
Odeiam serem pensados. 


                                    *


The midday sun


With my hands in my pockets, I walk down the street under the
Burning midday sun which lies, lies telling me that it will not burn
Me while it burns me. I believe that the sun will not steal the
Thoughts that desperate rolls in my mind, dreaming to be thought,
And I think them all. I think about; when was the last time that I
Have walked at this street, this same street that now I walk on it
So carelessly.

The sun is hot, lazy wind feel like not blowing, any way, it blow
Cheeky while the scorching heat spawning thoughts that fill my
Mind. I walk down the street quietly while I look in my pockets for
What I do not find in my brain and I think: Why I insist on to live a
While life does not care about me? I walk down the street with
Hands in my pocket without to get anywhere.

With my mind blocked by the sunshine heat I walk down the street
With a careless walk, dreaming to get where was born the day, but
I stop. I stop in front of a thought that long a go I lost in time and
Now, as an elderly gentleman it returns to question me. The sun is
Hot, my bare feet walking on hot gravel and the wind, lazy, do not
Fell like blowing, it blow weak while I walk down the street with
My mind filled with vague thoughts, which hates to be thought of
By me.


                            *

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Vaguei - I wandered



Vaguei perdido em mil pensamentos
Escutei tantos lamentos que por fim os
Lamentei. Falei! Andei por caminhos
Esmos e, perdido, me acostumei a não
Saber a quem amei. Amei, recebi flores,
Dei carinho e os carinhos que não tive a
Quem dar dormiram em meus braços
Para que eu não dormisse sozinho.

Vaguei! Em devaneios vaguei até me
Encontrar em prantos. Caminhando sem
Rumo encontrei um mundo onde os
Lamentos eram mudos e as tristezas algo
Que passavam e escondiam-se nos
Corações. Chorei! Acho que chorei
Enquanto não me escutavas e guardei os
Meus prantos em mim.

Vaguei, perdido em devaneios vaguei.
Vaguei em ruelas que pareciam a minha
Vida, a vida que eu vivi até aquele
Momento. Aflito falei coisas que não
Gostava de ouvir, mas que falei com a
Intenção de ferir alguém, alguém que
Talvez me quisesse bem.

                *


I wandered


I wandered lost in a thousand thoughts
I heard so many laments that finally I did
Lament too. I have spoken! I walked along paths
And lost, I got used do not know whom I loved.
I loved, I received flowers, I gave love and the
Love that I had no one to give I did sleep with it
In my arms in the way I did not sleep alone.

I wandered! In dreams I wandered up till to find
Myself in tears. Walking without knowing where
To go, I found a world where the laments were
Dumb and the sadness something what went and
Hid in hearts. I cried! I think I cried while you
Did not listen to me and I kept my tears inside
Myself.

I wandered, lost in reverie I wandered.
I wandered in a street that looked like my life,
The life I lived till now. Distressed I said  things
That did upset me, things that I did not liked to
Hear but I spoke it with the intent of to hurt
Someone, someone who maybe loves me.


                 *

Pele escura - Dark skin


Moça de pele escura, a tua cor guarda
O calor do sol e a calma da lua. O teu
Caminhar, caminhando para mim, é
Como o caminhar das deusas. Deusa de
Beleza impar, discreta como a beleza
Da noite, de uma noite de luar.

Moça de pele escura! És como a noite
Que todas as noites vêm me abraçar.
O teu sorriso bilha como a luz do sol
E tem o frescor da brisa da madrugada.
Moça de pele escura! Sendo minha
Musa quero te namorar.

Moça de cor escura!O teu caminhar me
Induz a adoração, toca o meu coração
Que a devanear o acompanha. Moça
Dos meus sonhos, deixa-me te sonhar!
Seja a minha ilusão.

                    *


Dark skin


Dark-skinned girl, your color has the warm
Of the sun and the calm of the moon. Your
Walk, walking towards me is like the walk of
Goddesses. Goddess of a beauty odd,
A discreet beauty as the beauty of the night,
As the beauty of a moonlit night.

Dark-skinned girl! You are like the night
That every night comes to embrace me.
Your smile pitcher as the sunlight and it has
The freshness of the morning breeze.
Dark-skinned girl! You being my muse
I want to date you.

Dark colored girl! Your walking to me
Induces me to worship you, it touch my
Heart that in daydreaming accompanies you.
Girl of my dreams, allow me to dream of you!
Be my illusion.


                     *

A tempestade - The storm


Uma gota d’água cai sobre a flor,
E a flor se curva, curva-se até o chão.
A flor se curva e beija o chão e a
Poeira sobe, cai em seus olhos e a
Flor chora e eu lhe digo: - Não chora
Não!

O vento sopra agressivo sobre a flor,
No céu um trovão urra e, assustada,
Por entre os relâmpagos, outra gota
D’água cai. Outra gota cai sobre a
Flor e a verga, verga-a e a obriga
Deitar-se no chão.

Finda a tempestade o sol, revoltado,
Queima, ele torra tudo sob o céu e
A flor murcha, aflita a flor murchar
E grita o desespero de ter sobrevivido
A tantas tempestades e ver-se morrer
Queimada pelo sol.

                            *


The storm


A drop of water falls on the flower and the
Flower bows, it bows to the ground. Forced
The flower bends down till kisses the ground
And the dust rises, the dust rise and falls into
Her eyes and she cry, she cries and I tell her:
- Please don’t cry, no!

The wind, aggressively, blows the flower and,
In the sky a thunder roars, frightened, and amid
The lightning, another drop of water falls.
Another drop of water falls over the flower and
Wicker her, forced the flower lye on the ground.

When the storm is over, the sun, angry, burn, it
Roast everything under the sky. The flower
Withers, afflicted the flower wither and cries the
Despair of to have survived so many storms
And see herself dies burnt by the sun.


                             *

Ouça-me senhor! - Listen to me my Lord!


Mais um dia nasce e me encontra caminhando sobre espinhos.
Sigo sozinho! Abandonei o Vosso caminho Senhor e, perdido,
Em tormentos não vejo o sol nascer e nem o vejo se por. As
Minhas noites são sem luar, a brisa já não me acaricia com o
Seu suave perfume e a noite não canta mais para mim.
Tome a minha mão meu bondoso Deus! Recoloque-me em
Vosso caminho, reencontre-me, diz que ainda me ama.

Senhor! Nos caminhos por onde ando há somente pedras
Pontiagudas que dilaceram o meu espírito e este sangra,
Sangra e vacila sob o peso dos meus pecados, pecados que
Empurram-me para a escuridão. Meu Deus seja misericordioso
Para comigo, tenha compaixão do meu espírito rebelde que
Insistiu em abandonar o Vosso caminho e agora chora o frio
Da solidão que o abraça.

Meu Deus! Bato a Vossa porta para pedir que acenda a Vossa
Luz em meu caminho, pesso para que não me deixe caminhar
Sozinho em meio a tormentos que atormentam o meu ser. 
Senhor! No escuro da minha ignorância o sol queima 
Impiedosamente e desconhece a clemência do Vosso amor. 
Salve-me Senhor! Seja para mim o que sempre propuseste ser,
Socorra-me meu Deus antes que a vida se apague para mim.


                          *

Listen to me my Lord!


Another day comes and finds me walking on thorns.
I am alone! I left your path Lord and lost in torments,
I do not see the sun rise and neither sees it goes down.
My nights are moonless night, the early morning
Breeze no longer caresses me with its sweet perfume,
And the night stopped to sing lovely songs to me.
Take my hand Good Lord! Take me back to your path,
Rediscover me, says that you still love me.

Lord! In the path that I have take there are only pointed
Stones that tear my spirit and he bleeds; my spirit
Bleeds and staggers under the weight of my sins, sins
That push me into the darkness. My God be merciful to
Me, have pity of my rebellious spirit that did insist on
Leaving your path and now cries the cold of the
Loneliness that embraces him.

My God! I knock at your door to ask you to turn on your
Light of my way, I beg you for do not let me to walk
Alone amid the torments that torments my being. Lord!
In my ignorance’s darkness the sun burns relentlessly
And ignore the mercy of your love. Save me Lord! Be to
Me what you always proposed to be, help me my God
Before life turn of its light to me.


                           *

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A palavra - The word



Uma palavra, um afago, motivo de felicidade, dar a mão.
Uma palavra, uma agressão, um gesto bruto e a abrupta
Batida do coração. Lágrimas por causa do que foi dito,
Mágoa pelo que se esqueceu de dizer. Uma palavra, um
Afago, motivo de felicidade e a ansiedade causada pela
Expectativa do que se vai dizer.

Uma palavra, um abrigo, afeto, auxilio do que foi dito, o
Bem. Uma palavra, a mesma palavra dita em momento
Diferente e o mal entendido instalado causando aflições.
São palavras as mesmas palavras ditas em diferentes
Circunstancias.  Sensações distintas para um mesmo ato.
Palavra! A mesma palavra que outrora fazia sorrir agora
Faz chorar.

Uma palavra, um tapa, o desabrigo, desespero e a lágrima.
A vontade desfeita, o desejo, desesperado foge e
Esconde-se com medo de ser ofendido. Palavra amiga, um
Afago, motivo de felicidade porque o que fora ofensa
Antes agora já não ofende mais. Palavra doce, algo que
Faz transborda de felicidade e enfeita faces com sorrisos.

                            *


The word

A word, a caress, a source of happiness, to give a hand.
A word, an aggression, a rough gesture and an abrupt
Heartbeat. Tears because of what was said, hurt by what
Was forgotten to say. A word, a cuddle, a reason for
Happiness and anxiety caused by expectation of what is
About to be said.

A word, a shelter, affection, assistance of what has been
Said, the good. A word! The same word spoken in a
Different moment causing trouble due to the
Misunderstanding. These words, the same words spoken
In different circumstances. A different sensations for the
Same act. Word, the same word that once makes smile
Now it makes to cry.

A word, a slap, homelessness, despair and tears.
An undone will, the desire, despair, flees and hides itself
In fear of being offended. Friendly word, a cuddle,
A reason for happiness cause what has been a offense
Before now its no longer shocks. Sweet word, something
Tat makes it to overflows with happiness and decorates
Faces with smiles.


                             *

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Minha infância - My childhood


Lá na minha infância, já quase esquecida no tempo,
Recordo-me das noites de lua e do céu repleto de estrelas.
Eram ruas sem luzes, eletricidade naquele povoado não
Existia e eu, vivia! Eu era feliz, éra feliz! Na minha infância,
Eu esperava pela noite com ansiedade, não tínha medos,
Não tinha espantos e sem receios saía à rua para brincar.

Na minha infância eu gostáva de sair à noite para brincar na
Rua, me escondia enquanto a lua, cúmplice das minhas
Brincadeiras, me procurava. Enquanto me escondía da
Lua, observáva as estrelas cadentes que caiam do céu como
Se brincassem comigo. Lá na minha infância, já quase
Esquecida no tempo, eu gostáva de sair à rua  a noite para
Brincar.

Na minha infância, num povoado perdido na distância, a lua
Brilhava em um sorriso deslumbrante, encantada com a
Beleza das estrelas. A lua brilhava iluminando, enchendo de
Luz o palco onde os amimais, os répteis e os insetos da
Floresta davam concerto em um espetáculo preparado só
Para nos, gente daquele lugar.

La na minha infância, num povoado já esquecido no tempo, e
Que hoje chamo de saudade, eu gostava de sair à noite para
Brincar na rua. Em minha rua havia a menina Bárbara que
Nunca me notara, mas que guardei ser ela a minha bem
Amada. Saudades, saudades da lua, das estrelas e da minha
Rua, e muitas saudades da minha infância, quando a lua não
Cansava-se de brincar de esconde - esconde comigo.

                                  *


My childhood


Back in my childhood, almost forgotten in time, I do remember
The beautiful moon’s nights and the sky full of stars. There were
No light on the streets, electricity in that town did not existed,
And we were very happy. We were happy! In my childhood we
Use to wait for the night with anxiety, at that time there have no
Fears, no terrors and we use to go outside to play.

In my childhood I liked to go out at night to play on the street,
I use to hid myself from the moon, the moon that was my
Accomplices in my games and playing, the moon look for me.
As I hid from her, I watched the shooting stars falling from
The sky as if it comes to play with me. Back in my childhood,
Already almost forgotten in time, I enjoyed going out at night to
Play on the street.

In my childhood, in a village lost in the distance, the moon shone
In a dazzling smile enchanted by the beauty of the stars.
The moon shone filling with light the stage where the insects and
The animals of the forest performed a concert in a show prepared
Just for us, people from that place.

It in my childhood, in a village forgotten in time, and which
I miss so much; I use to go out at night for to play on the street.
There in my street have a girl named Bárbara, who never noticed
Me but, I kept her as my special one. I miss, I miss the moon so
Much, I miss the stars and I miss my street too. I miss so many
Wonderful memories of my childhood, when the moon did not get
Tired of to play with me.


                                   *

Pensamentos - Thoughts


Os pensamentos nascem no oculto da mente, transbordam e
Mostram-se tanto na forma do bem, quanto na do mal.
O pensamento é a vontades, a ambições, o desejo e os sonhos,
Todos ansiando a se manifestarem. No cerne dos pensamentos
Luzes brilham, mas há também as sombras, os medos, as
Incertezas e outras tantas mazelas que, se não vigiadas,
Transformam o pensamento em monstro, em perversão.

O pensamento quando embrionado ao mal é assustador, mas   
A vigilância constante afasta os espíritos malignos impedindo-os
De amamentar com ódio qualquer pensamento em desequilíbrio.
O estado de espírito da mente é fator determinante do caráter de
Um pensamento de forma que, permitir que a luz brilhe sobre a
Alma afasta as sombras que escondem as forças malígnas que
Agem no inconsciente das mentes em desalinho.

Pensamentos, delírio que nasce no inconsciente da mente, síntese
Do que passeia, do que envolve o espírito, idéias. Pensamentos!
Vontades ainda não satisfeitas, ambições, anseios e sonhos não
Realizados, sentimentos dispersos, vagos, permissividades que
Viajam do permitido ao proibido criando a ilusão de poder e do
Poder. Pensamentos! Culpa de todos os enganos, origem dos
Desenganos. Pensamentos! Delírios, fantasias, desilusões.

                                     *


Thoughts


Thoughts born at the hidden of the mind, it overflow it shows up
Itself as much in good way as in evil way. The thought is the
Wishes, the ambitions, dreams and desire all longing to manifest.
Lights use shine at the thought’s heart but, also, there are
Shadows, fears, uncertainties and other ailments that if not
Monitored transform the thought into a monster, in perversion.

When embryonated in evil, the thought is scary, but constant
Guard wards off evil spirits prevent them to breastfeeding, with
Hatred, any unbalanced thought. The mind’s mood is the
Determinant factor of the thought’s character, so allow the light
To shine on the soul keep away the shadows which hide the
Negative forces that act in a troubled minds.

Thoughts, a delirium that born in the mind’s unconscious, it is
The synthesis of what visit, of what involve the spirit, it is an
Ideas that involves the thoughts! Thoughts! Wills not yet
Satisfied, ambitions and aspirations, dreams not accomplished,
Scattered filling, vague, permissiveness that travel from what  
Permitted to the prohibited, creating the illusion of be able to do
Things that cannot and the illusion of to have power. Thoughts!
All the mistake’s blame, the origin of disappointments.
Thoughts! Delirium, fantasies, delusions.


                                      *




terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Goteiras - Gutters


Chove sobre o meu telhado e as telhas furadas pingam. Pingam!
As goteiras pingam e cantam uma melodia incessante, repetitiva,
Interminável que me aborrece, aborrece-me, não consigo dormir.
Rolo e rolo em minha cama enquanto a noite vai embora e a
Madrugada chega e me encontra as voltas com os pingos que
Pingam sem parar. Chove! Chove uma chuva que se chovesse
Sobre mim não me molharia tanto quanto me molha, chovendo
Sobre o meu telhado.

Chove sobre o meu sono que desesperado pinga, pinga e em sua
Goteira canta melodias enfadonhas que pingam em meu ouvido
E não me deixam dormir. Chove sobre o meu telhado todas as
Chuvas que já conheço. Chove as tristezas, as decepções e as
Frustrações e chove, chove e gotejam sobre mim. A chuva chove
E canta em  meu telhado; canta e me convida a ouvir o seu gotejar.
A chuva chove impiedosa e pinga em meu coração.

Chove sobre o meu telhado e este goteja, ele goteja todos os
Pensamentos que pensei haver esquecido, e pinga. Pinga sobre a
Minha cama as lembranças e os amores que vivi num passado que
Pensei haver me abandonado, mas que dorme todas as noites
Comigo. Chove, chove em meu telhado, que furado, pinga e suas
Goteiras pingam suas mágoas em meu coração e não me deixam
Dormir. Chove, chove e pinga pingos que cantam canções que
Parecem os lamentos que nunca esqueci.

                               *


Gutters


It rain on my roof and the tiles stuck leaks. It leaks!
The dripping gutters and sing an incessant melody, repetitive,
An endless melody that bothers me and disturb my sleep.
I roll and roll in my bed as the night goes away and dawn
Comes and meet me in trouble with the no stop drops. It rains!
It rains a rain that, if it was raining over me, it would not
Watered me as much as it wet me raining on my roof.

It rains on my sleep which desperate drip, it drip and in its
Gutter sings a dull melody that drips into my ear do not
Allowing me to sleep. It rains on my roof all king of rains that
I know. It rains the sorrows, the disappointments and
Frustrations and it rains, it rains and dripping drips on me.
The rain rains and sings on my roof, it sings and invites me to
Hear its drip. The rain, relentless, rain and drips over my heart.

It rain on my roof and my roof drips, it drips all thoughts that
I thought I had forgotten and it drips. It drips on my bed all
The memories and loves that I have lived in a past that I
Thought it has abandoned me but that still sleeps with me
Every night. It rains, it rains on my roof which stuck drips
And gutter its sorrows in my heart and do not let me to sleep.
It rain, it rain and drips drops that sing songs that seem to be
The laments that I have never forgotten.


                                *

Preciso de alguém - I need someone


Preciso de um sorriso que coloque um sorriso em
Meu rosto e de uma mão que me retire do desgosto
Da solidão. Preciso de um alguém que queira
Caminhar ao meu lado, de um alguém que espante
As sombras que me assombram, que me submergem
No escuro da solidão. Preciso de alguém que acenda
A luz do amor em meu coração.

Preciso de alguém que faça o sol brilhar em meu
Caminho, alguém que não me deixe caminhar
Sozinho, alguém que me dê carinho. Preciso de uma
Parceira, uma companheira cúmplice, minha
Cúmplice em todos os momentos. Preciso, quero
Encontrar, em um desses desencontros da vida, uma
Mulher querida, disposta a me amar.

Preciso de uma mulher capaz de me ouvir, alguém
Disposto a sentir os meus sentimentos, alguém capaz
De despertar o amor em meu coração. Preciso de
Alguém que saiba lidar com a paixão, que leia as entre
Linhas do que diz o coração. Preciso, eu preciso de
Uma mulher que me faça acreditar que posso ser
Amado e que sou capaz de amar.

                     *


I need someone


I need a smile which put a smile on my face and a
Hand that remove me from the grief of the loneliness.
I need someone who wants to walk beside me;
Someone who put away the shadows that haunt me,
The shadows that drown me in the darkness of the
Loneliness. I need someone that can turn on the light
Of the love in my heart.

I need someone to make the sun shine in my way,
Someone who will not let me walk alone, someone to
Give me affection. I need a woman, a fellow, a
Accomplice, my accomplice at all moments.  I must,
I need to find, in the disagreements of life, a dear
Woman that have the will of to love me.

I need a woman able to hear me, someone willing to
Feel my feelings, someone who able to awaken the
Love in my heart. I need someone who knows how to
Handle the passion, someone capable to read between
The lines of what the heart says. I need, I need a
Woman who makes me believe that I can be loved
And that I am able to love too.


                      *

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Gramática da língua portuguesa


Linhas acidentadas, curvas cegas, aclives e declives acentuados
Assim é a gramática da língua portuguesa. Navegar pela
Gramática portuguesa é como dirigir em uma estrada sem
Iluminação em noite de chuva,  é perigo constante. Quando me
Deparo com as concordâncias verbais, normalmente, discordo
De algumas delas e duvido das restantes. O tempo dos verbos!
Por que os verbos tem que ter tempo, se pouco tempo me sobra
Para conhece-los? Passado, presente e futuro, o que importa?
Os verbos deviriam contentarem-se com o fado de existirem e
Não impor regras, normas que dificultam a minha vidas.

A gramática da língua portuguesa é uma armadilha, é uma trilha na
Qual caminho com todo o cuidado, é uma pinguela onde a cada
Passo há um "ponto", quando não é o "dois pontos" ou o "ponto e
Vírgula". As pessoas encontradas na gramática portuguesa são mais
Estressantes que as pessoas com as quais convivo no meu dia a dia,
E só servem para me confundir. Não menciono aqui os substantivos
Que mesmo sendo simples não deixam de ser compostos de muitos
Problemas. Predicados! Quem haveria de se preocupar com os
Predicados se não os portugueses? Os índios viveram séculos sem
Esta figura e nunca reclamaram por isto. Exceções! A gramática
Portuguesa esta cheia delas que, diga-se de passagem, só servem
Para me enlouquecer quando deparo com as mesma em meu
Caminho. 

Língua portuguesa! Língua que deveria ser só dos portugueses e
Com eles permanecer. Por que eu, brasileiro, que não tenho nada
A ver com as travessuras dos patrícios, tenho que conviver com
Tremendo abacaxi? A velocidade máxima permitida nas estradas
Brasileira é de oitenta quilômetros por hora, mas tenho prudência
Quando navego pela gramática da língua portuguesa. Acho mais
Seguro não ultrapassar os oito quilômetros por hora sob pena de
Sofrer acidentes irremediáveis. Todo o cuidado é pouco quando
Viajo pela gramática portuguesa que é uma verdadeira armadilha.

                                           *

domingo, 15 de janeiro de 2012

Monólogo - Monologue



Por que não te calas e deixa o silêncio falar por nós? Por que
Insistes interromper-me quando estou conversando com o
Silêncio? Quando quis conversar contigo não quisestes falar
Comigo, falavas, falavas e falavas sem ouvir-me e agora que
Converso com o silêncio insistes em nos interromper.
Vai! Fala, fala mas não nos interrompa, não me chame pois
Estou conversando com o silêncio.

Por que insistes em me tirar da solidão quando quero ficar só?
Quando quis ficar em tua companhia não me quisestes, não
Quisestes me ouvir, falavas, falavas, não me deixava falar e
Quando eu te falava não me ouvias e agora que estou na
Companhia da solidão que gosta de ouvir-me, me chamas,
Reclamas a minha companhia.

Por que insistes em ouvir-me agora, se quando quis te falar
Recusastes a me ouvir? Não preciso que me ouças, estou
Conversando comigo mesmo que tenho todo o tempo do
Mundo para ouvir-me e estou feliz longe de ti.

Por favor não interrompa a minha conversa, não me chame
Para conversar contigo enquanto converso comigo.
Me chamas agora, para mais tarde, quando eu tiver somente
Tu para conversar comigo, me jogares nas profundezas do
Teu monólogo sem fim.

                                    *


Monologue


Why don’t you shut up and let the silence speak for us? Why you
Insist interrupt me when I'm talking to the silence?
When I wanted to talk to you, you did not want to talk to me, you talk,
Talk and talk without hear me, and now that I am talking to the
Silence you insist on to stop us. Go! Speak, speak but do not stop us,
Do not call me because I'm talking to the silence.

Why you insist on take me out of solitude when I want to be alone?
When I wanted to stay at your side you does not want me, you did
Not want to listen to me, you talk, talk and did not let me speak and
When I spoke to you, you did not listened me  and now that I'm in
Company of loneliness, which likes to hear me you call me, you call
For my company.

Why you insist on listening to me now, when I wanted to talk to you,
you refused to hear me? I no long need you to listen to  me, now I am
Talking to myself that/and have all the time of the world to hear me
And I'm happy being away from you.

Please do not interrupt my conversation with myself,  do not call me
To talk to you while I am talking to me. You call me now,  and later,
When I have only you to talk to me, you will throw me in the depths
Of your endless monologue.

                                     *

Ao pé da Cruz - By the Cross


Através da janela do meu coração vejo, em frente a uma velha Igreja, 
Uma Cruz abandonada. Aos pés dessa Cruz muitas lágrimas foram 
Derramadas, promessas foram feitas em momentos de angústias e de
Desespero e depois jogadas no esquecimento, lugar onde tudo na 
Vida é atirado. Através da janela do meu coração assisto o vento 
Bater impiedosamente na velha Cruz, tentando convencê-la a
Esquecer os pedidos que lhe foram feitos, mas apesar de toda as
Decepções experimentado Ela, a velha Cruz, em seu abandono,
Permanece fiel a aqueles que nela confiaram.

Através da janela do meu coração vi e aprendi que: apesar de não
Abandonar ninguém, a Fé é constantemente abandonada por  todos.
Aprendi que o Amor, ainda que amando incondicionalmente é traído,
É desprezado. Observei, também, que o ódio que desconhece limites
Vive incrustado no espírito de muitos que dizem amar. Da janela do
Meu coração observei que a velha Cruz, no abandono em que a
Atiramos assiste angustiada, a nossa ingratidão e chora a sua solidão.

Através da janela do meu coração vejo o Amor, sentado ao pé da
Velha Cruz abandonada, chorar as promessas de amor eterno que 
Lhes fizemos e que esquecemos conforme alcançávamos as graças
Que lhes pedimos. Da janela do meu coração observei que corações
Felizes e satisfeitos esquecem o Amor e aprendem a ingratidão. 
Através da janela do meu coração vejo a tristeza devorando o 
Coração angustiado da velha Cruz e, triste, choro com Ela a sua
Imensa dor.

                                         *


By the Cross


Through the window of my heart I see, in front of an old Church,
An abandoned cross. By the foot of that cross lots of tears were
Dropped, many promises were made in moments of grief and
Despair and then thrown away in oblivion, place in which
Everything in life is thrown. Through the window of my heart I
Watch the wind beating unmercifully the old Cross, trying to
Convince it to forget the request that were made at its foots, but
Despite all deceptions suffered the old Cross, in its isolation,
Remains faithful to those who trusted in it.

Through the window of my heart I saw and I learned that: despite
Do not abandoning anyone, Faith is constantly abandoned by
Everyone. I learned that Love, even loving unconditionally, is
Betrayed, is despised. I also watched that hate does not know
Limits it lives embedded in the spirit of many that claim to love.
From the window of my heart I saw that the old Cross, in the
Abandonment that we threw it, watches afflicted our
Ungratefulness and cries its loneliness.

Through the window of my heart I see Love sitting next to the
Abandoned Old Cross, crying the promises of eternal love that
We have made to it and then forgot as we were given the graces
That we have asked for. From the window of my heart I
Watched that happy and satisfied hearts forget Love and learn
Ungratefulness. Through the window of my heart I see sadness
Destroying  troubled heart of the old Cross and sad, I cry with
The old abandoned Cross it its enormous pain.

                                                      Translated by Larissa Abreu


                                 *

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Sorria - Smile



Sorria menino! Deixa a luz do teu olhar encantar
O mundo, cante! Não fique mudo. Canta! Sopra
A brisa do teu coração sobre os montes e os faça
Florescer. Sorria menino! O mundo precisa 
Renascer.

Mergulhe no riacho, ali lave os teus pés e sorria,
Sorria até que as nuvens venham te ver, venham
Ver o mundo que se calou, sorria menino! Sorria!
Em ti tudo começou. Tudo começou num beijo
Que um dia te beijou, te abraçou e transformou-se
Em carinho e este virou amor.

Sorria! Abra os braços, corra sob a chuva e seja
Menino mais uma vez! Permita a o vento acariciar
O teu corpo! É menino, sorria e corra, sinta o sol  
Bronzeando a tua pele, provocando em ti sorrisos
Que brilham como o sol, sendo meigos como o
Prateado do luar.

                         *


Smile


Smile Boy! Let the light from your eyes delight the
World, sing! Do not be dumb. Sing! Blow your
Heart’s breeze over the mountains and make it to
Flourish. Smile Boy! The world must rediscover
Itself.

Go boy! Dive into the creek, wash your feet on it and
Smile, smile until the clouds come to see you, comes
To see the silent world, smile boy! Smile! In thee all
Began. Everything started with a kiss that one day
Kissed you, hugged you and became affection then
Turned in love.

Smile boy! Open your arms, run under the rain and be
A boy once again! Allow the wind caress your body!
You are a boy, smile and run feel the sun tanning your
Skin, causing in you smiles that shine as the sun being
Gentle as the silver moonlight.


                          *