Oprofeta

Oprofeta

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A promessa

Não entendes o meu amor por ti,
Mas esteja certa de que;
Quando finalmente as luzes
Apagarem-se em tua vida.
Eu estarei lá brilhando,
Iluminando o teu caminho
E guiando os teus passos
Rumo a vitória
A ti prometida.

                  * 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Crucificado - Crucified



Pendurando na parede desnuda, diante do meu
Olhar angustiado está Jesus crucificado.  Mudo,
Porem gritando em minha consciência, perturbando
O meu coração Jesus em seu silêncio me pergunta:
- Por que esta tristeza em teu olhar? Por que tanta
Angústia em teu coração? Tu ainda haverá de
Crucificar-me outras vezes!   

Confrontado com tal afirmação, o meu coração
Sobressalta-se dentro do meu peito e transbordando
Tristeza grita, não, não, não! Então Jesus diz-me: - Como
Não? Não crês no que te digo? Veja que esperastes-me
Tanto tempo, porem quando voltei não acreditastes em
Mim. Quando confrontado com o perigo tu me negastes
Uma, duas, três vezes e depois tivestes o teu coração
Consumido pelo arrependimento.

Diante do meu silêncio envergonhado, Jesus falou-me.
– Não te indigne diante do meu sofrimento, pois foste tu
Que com um beijo entregaste-me aos meus algozes, foste
Tu quem, por falta de fé, crucificou-me. - Ouvindo a
Cruz dizer-me estas verdades perguntei-me: - Por que 
Permiti que Jesus permanecesse crucificado até os
Dias de hoje? Por que nunca O ajudei a descer da Cruz?
Sem resposta o meu coração chorou.

Como se tivesse ouvido os meus pensamentos Jesus,
Piedosamente, sorriu-me e me respondeu dizendo-me.
- Deixe-me aqui! Estou preste a voltar, e quando eu voltar
Tu irás crucificar-me outra vez. Angustiado gritei: - Não!
Outra vez não. Nunca mais! Sorrindo e transbordando
Amor e misericórdia Jesus disse-me: - Não te preocupes!
Foi assim antes e será assim agora e sempre. Voltarei
Para morrer por amor a ti.

                                   *



Crucified


Hanging on a naked wall, in front of my
Distressed eyes there is Jesus crucified.
Voiceless, however screaming in my consciousness,
My disturbed heart Jesus in His silence asks me:
- Why this sadness in your eyes?
Why so much anguish in your heart?
You will still crucify me again and again!

Faced with such horrible affirmation,
My heart startles inside my chest and overflowing sadness and cries, no, no!
Then Jesus says to me: - How come? Don´t you believe in what I say?
You have been waiting so long for me, and now you did not believe in me.
When confronted with the danger you denied me once, twice, three times,
After all you have your heart consumed by regret.

In front of my ashamed silence, Jesus told me:
- Do not annoy yourself because of my suffering.
It was you that with a kiss gave me to my tormentors,
It was you who, for lack of faith, crucified me.
- Listening to such terrible truths I asked to mys
 - Why I allow Jesus to remain crucified till the present day?
Why I ever helped Him comes down from the Cross?
Without the answer my heart cried.

As if He had heard my thoughts Jesus mercifully smiled at me and replied me.
- Let me here! I'm about to come back you.
When I come back you will crucify me again.
After to hear such affirmation, distressed shouted: - No! Not again. Never again!
Smiling, overflowing love and mercy, Jesus replied me:
- Don´t you worry! It was like that before, and will be like that now and will be forever.
I am back to die for you.


                                               *

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Aleluia



Aleluia! Suspiram os anjos lá
No céu quando dois corações
Trocam juras de amor.
Aleluia! Cantam os corações
Quando reconhecem a cumplicidade
Do amor nos olhares. Aleluia!
Sopra o vento ao beijar as flores.

Aleluia! Cantam os olhos ao
Admirarem a beleza das estrelas
Passeando no céu nas noites de luar.
Aleluia! Aleluia! Aleluia! Declamam
As flores ao sentirem-se banhadas
Pelas chuvas da primavera.

Aleluia, aleluia, aleluia! É assim que
Cantam, com a mais doce e suave voz,
Os corações em júbilo ao encontrarem
O amor do Criador. Aleluia! Aleluia!
Declama a fé ao ser abraçada, ao ser
Tomada por corações que, pedidos,
Não conheciam o verdadeiro amor.

Aleluia! Cantam os corações ao
Experimentarem o amor de Deus! Aleluia!
Recitam os sedentos de esperanças ao
Encontrarem a fonte da paz. Aleluia!
Aleluia! Versam os olhos em prece ao
Despertarem para a luz de um novo
Amanhecer.  Aleluia! Cantam os anjos
Ao assistirem mais uma criança nascer.

                       *

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A minha carne - My flesh



A minha carne, mordida pela minha
Carne, dói. Ela dói e assusta a minha
Fé que até então pensei ser forte,
Mas diante da minha dor vacila.
A dor dói em mim sem piedade,
Sem misericórdia o medo abraça o
Meu corpo e a prece que sai pela
Minha garganta parece me
Abandonar, parece querer abandona
O seu caminho e o desespero me
Abraça.
A minha carne morde-me até seus
Dentes tocarem os meus ossos que
Não tardam expor-se a mostra sob
A minha pele. Eu oro! Oro e apego-me
A minha fé e seguro-a no intento de
Evitar que ela me abandone.
As noites são longas e os dias sofridos.
As lágrimas são tristes e o desespero
É medonho. A minha carne dói!
O gemido agonizante escapa pela
Minha garganta e corre, vai para bem
Longe de onde estou e ficamos sós,
Eu e a minha fé. A minha fé,
Desalentada, me olha, olha para a
Porta do quarto e, somente por
Piedade, permanece comigo.
Indeciso, fraco de corpo e de fé
Pergunto-me se vale a pena esperar
Por um novo amanhecer. A minha
Carne morde a minha carne e a dor
Tortura-me, me dói tudo, me dói
Até o ato de pensar. Tudo, todos
Foram-se, foram e somente a minha
Convalescida fé permanece comigo
E para não deixa-la parti eu vivo
Mais um dia.

                     *



My flesh

My flesh bite by my flesh and it hurts.

My flesh hurts and scares my faith
Which till now, thought to be strong
But by facing pain it falters.
The pain, mercilessly, hurts me,
Merciless the pain´s fear embraces
My body and the pray that comes out
Of my throat seems to abandon me,
It seems to want to abandon its path
Forcing the despair to embraces me.
My flesh bites me till its teeth reach
My bones which, soon, will expose
Itself under my skin. I pray! I pray and
I cling to my faith and hold it in an
Attempt to prevent it to leave me.
Nights are too long and the days too
Suffered. Tears are sad and despair
Ghastly.
My flesh hurts. An agonized groan
Escapes from my throat and runs
Away, it goes well far from where I
Am and we stay alone, me and my
Faith. My faith, dismayed, looks at me,
It looks to the bedroom´s door and,
Only by pity, remain with me.
Indecisive, weak in body and in faith I
Wonder if it's worth to wait for a new
Dawn. My flesh bites my flesh and the
Pain torture me, it hurts all over my
Body, it hurts even the act of to think.
All has gone, only my weak faith
Remains in me and trying do not lose
My faith I live my life day by day.

                                    December 18, 2012

                    *