Oprofeta

Oprofeta

sábado, 28 de dezembro de 2013

A porta

1,2!
1,2,3,!
Batem à porta
E esta nada fala.
Cala!
O silêncio se faz ouvir,
E em seu cerne, um choro miúdo,
Inaudível, faz doer.
Dói no espírito, esfria a alma e sangra,
Derrama-se em forma de lágrimas.

1,2!
1,2,3!
Irada a porta bate,
Bate com violência e assusta
O coração que dispara, sente medo.
É cedo para dizer adeus mas é melhor
Que o faça agora.
Vá embora antes que o coração,
Ferido, comece a chorar.

1,2!
1,2,3!
Batem à porta!
Rangendo, arrastando-se esta se abre.
A porta abre-se, mas não da passagem
A ninguém. Seu coração está fechado,
Está magoado, tem medo de amar.
1,2!
1,2,3!
Batem outra vez à porta.

1,2,!
1,2,3!
Batem à porta!
Aborrecida, desta feita, ela não se abre.
As feridas secaram, criaram casca e
Foram dormir. Dormem, não aceitam o
Amor como remédios para suas dores
Que agora doem onde nem a morte
É capaz de curar.
1,2,3!
                           Dezembro 28, 2013


                          &

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Cala-te!
Não desquieta a fé,
Não aflija o amor dos crentes.
Cala-te! Admita outras verdades,
Que não a que mora em teu coração.

Cala-te!
Não desafie o poder da fé,
Não ria do fervor dos tementes.
Cala-te em tua demência que insiste
Em crer somente no desamor.

Cala-te!
Cala-te antes que tua falta de fé te apague a luz.
Não ignores o que vês na Cruz.
Creia! Não te é negado mudar,
Mude! Aceita o amor te abraçar.

Cala-te!
Mira-te na fé dos crentes,
Acredite na reversão do impossível e
Na transformação dos corações.
Acredite, acredite!

Cala-te!
Cala-te e ouça uma nova canção.
Ouça o pranto do coração ansiando por perdão.
Ouça! Te entregue a devoção,
Te desperta para a fé, creia nas orações.  

Cala-te!
Ouça!
Crê!
Tenha fé.

                                            Dezembro 25, 2013

                                     &

O farol

Na solidão da noite, como um pastor,
O farol pastoreia o mar.
O seu olhar dissolve-se no firmamento e,
Então, um lamento! Um pensamento.
O abraço dos abandonados, dos ignorados
Mas firme, sozinho em seu abandono,
O farol pastoreia o mar.

Agasalhado pelo frio da madrugada,
O farol cantarola, mudo, as canções que
Aprende ouvindo o vento. Um bafo na face,
Resulta em lamento. O beijo gelado que só
O vento da solidão sabe beijar.
Como um pastor, o farol pastoreia o mar,
Pastoreia o mar.

O farol, como um pastor, pastoreia o mar.
Seu olhar aceso sobre as águas,
Anseia por ser descoberto por um passante
Que nunca passa em suas horas de solidão.  
Então, ele sonha pastorear a estrelas que do
Alto lhe sorri. Coisas de amante
Abandonado.

Sou o farol!
Sou a luz perdida não solidão,
Sou a canção que canta, muda, na madrugada,
Sou o corpo congelado pelo frio da indiferença,
Sou a ultima canção.
Sou o farol que, como um pastor,
Pastoreia o mar.
  
O farol, vencido, abandona-se à solidão,
Açoitado pelas tempestades, geme suas cações.
Apaixonado, observa o bailar das águas do mar,
Desejando ser convidado para com ela dançar.
Como um pastor, o farol, pastoreia o mar!
Pastoreia o mar!
Como um pastor, o farol, pastoreia o mar.

                                        Dezembro 25, 2013.
                                 
                             &


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Não importa

Não importa se no meio da noite, o  vento
Lamurioso bate em minha janela.
Não me importa se ele, resmungando, declame
As poesias que escrevi para ela.
Não importa!

Não importa se o céu, triste, faz chover sobre o
Meu telhado as suas saudades.
Não importa se o frio e a dor do amor perdido,
Despe-me de qualquer vaidade.
Não importa!

Não importa se as músicas que dançávamos
Juntos, hoje, dançam sozinhas em meu coração.
Não importa se choro ouvindo, sozinho, as
Nossas canções.
Não importa!

Não importa o porquê de eu chorar!
O que importa é que choro por ainda mar.
Não importa se morro vivendo a saudade,
Sabendo que o sofrimento dura uma eternidade.
Não importa!

Que me importa saber que existe o amanhã,
Se nele não existe ela?
Não me importa saber que a felicidade existe,
Se só consigo ser feliz estando ao lado dela.
Não importa!

                                  Dezembro 20, 2013.


                        &

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Uma linda canção

Vista esta poesia com a mais linda canção,
Cante-a! Boline com suas emoções.
Dispa-te da tua timidez e faça-lhe uma declaração de amor,
Cante para ela o fulgor da paixão,
Abra o teu coração.

Vista esta poesia com o perfume da paixão,
Convide-a, para contigo, ir ao encontro da madrugada.
Vá! Não espere pelo amanhã. Cante-lhe uma serenata e,
Enquanto cobertos pela brisa que perfuma a relva molhada,
Dance com ela uma doce canção.

Dê vida a esta poesia!
Encha-a de alegria, faça-a se apaixonar.
Verse-a como versas uma linda declaração de amor,
Tome-a como tua namorada e ame-a.
Seja para ela um romântico sedutor.

Vista esta poesia com a mais linda canção,
Dê vida as suas fantasias, mexa com suas emoções.
Ensine-a a amar, cause reboliço em seu coração,
Ame-a! Ame-a com grande paixão.

                                               Dezembro 16, 2013

                                &





sábado, 14 de dezembro de 2013

Luxúria

Num descuido,
Deixo-me tomar por pensamentos que
Pensamentos sábios recomendam não pensar.
Dou de ombros, não quero escultar.

Embriagado por pensamentos que
Bebem a minha capacidade de raciocínio,
Sou atirado em braços nos quais, sóbrio,
Jamais iria me deitar.

No afã do descabimento dos pensamentos
Pervertido, embriagado pelo forte licor da luxúria
Deixo-me seduzir.  Acredito nas palavras que
Quero acreditar, desprezo a sensatez.

Passada a embriagues, desperto-me da loucura
Dos pensamentos tórpidos. Sinto-me lesado,
Enganado, abraçado por uma sentença que me
condena por sórdidos pecados, sou culpado.

Num descuido,
Deixo-me ser tentado por pensamentos
Descabidos e bebo. Bebo bebidas como os
Beijos que não beijam, os abraços que não
Abraçam e os amores que não amam.

                                 Dezembro 14, 2013

                               &

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Não sei

Não sei!
Parece um caso de amor, uma dor.
Uma dor que, aborrecida, não cala.
O silêncio em sua mudez fala, mas só diz
Coisas que despertam a dor.

Onde esconder-se se o vazio que
Angustia vive dentro do coração?
Como alcançar a luz quando o sol se
Apagou, se a lua não surge no céu e o
Sorriso não sorri? Não sei!

Não sei!
O vento resmunga sem nada dizer,
A chuva chora sem saber o por quê.
Não sei! Não sei como será o anoitecer!
Não sei como será o anoitecer.

Faz sentido o orvalho banhar a relva
E perfumar a madrugada?
Insensatez a amante dizer não quando ainda
Apaixonada e o amor despir-se de sua loucura
Para entregar-se a razão.

Não sei!
É um caso de amor, uma dor. É uma dor
Aborrecida que não cala. É o silêncio que
Resmunga na madrugada, e não deixa
Ninguém dormir.

                                     Dezembro 13, 2013

                      &


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

As coisas são o que são

Sonhos a serem vividos, ilusões.
Sonhos perdidos, frustrações. As coisas são o
Que o são, ainda que sejam só decepções.

As mãos estendidas suplicam perdão,
Mas o perdão ignora-as, diz não!
É caso de incompreensão.

Chora! Pranteia, consuma-te em preces.
O sorriso, alheio aos teus sofrimentos, te esquece,
E o calor do sol não te aquece!

Uma voz rouca abandona a tua garganta e grita,
As lágrimas, que até a pouco se continham, caiem
E agora choram o choro que não querias chorar.  

Desilusão! É onde os sonhos perdidos moram,
É a estória na qual os amores não vividos se perderam.
Chora! Desafoga-te da dor que a vida te deu.

O medo, ao perceber o coração se dando
Novamente grita: - Não! Então, frustrado, o
Coração aceita: As coisas são como são.

Dias vividos, conhecimentos, conclusões,
Sentimentos frustrados, as coisas são como são,
A dor é o amargo da decepção.

                                        Dezembro 12, 2013

                                &




quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Que chova

Deixa chover!
Que a chuva molhe os meus pensamentos,
Que a chuva acalentes os meus tormentos,
Que a chuva reabra velhos sentimentos.
Que chova! Que chova.

Que chova!
Que na madrugada a chuva me cante as suas canções,
Que o "back vocal" do meu coração seja os trovões,
Que as folhas dancem ao ritmo do sopro do vento.
Que chova! Que chova.

Que chova!
Que as goteiras em seus descompassos não me deixem dormir,
Que eu veja a chuva sendo recolhida pela luz da madrugada,
Que para a chuva eu não signifique nada mas,
Que chova! Que chova.

Que chova!
Que chova a tristeza, as lágrimas e as saudades que afligem meu coração.
Que chova a felicidade que perdi vivendo uma ilusão,
Que chova os caminhos que percorri buscando o amor,
Que chova! Que chova.

Que chova!
Que chova a felicidade que nunca experimentei,
Que chova os prantos que tantas vezes chorei,
Que chova as canções que mexem com meu coração,
Que chova, que chova.

Que chova!
Que chova os devaneios que me impediram de viver a realidade,
Que chova as paixões que me iludiram,
Que chova os amores que me amaram e eu os desdenhei,
Que chova os sonhos que depois de se tornarem pesadelos os sonhei.
Que chova! Que chova.

                                                                       Dezembro 05, 2013



                                            &

É Natal - It's Christmas

É Natal!
Momento de reflexão,
Tempo de pensar uma nova canção,
Uma poesia que verse o amor, o perdão
E um novo jeito de viver.

É Natal!
Convidemos a família, os vizinhos e amigos
Para, juntos, cantarmos as razões de amar.
Aclamemos o amor, amemos! É Natal,
Cantemos o amor.

É Natal!
No céu estrelado, novas promessas.
A razão para amar reluz no brilho das estrelas,
É Natal! Lembremo-nos do nosso Criador,
Lembremo-nos do amor e amemos.

É Natal!
Amemos! Amemos como Cristo nos ensina
A amar. Permitamos que em nossos corações
Renasça uma nova canção,  o amor, o perdão.
É Natal, vida nova, nova estação.

Mais um Natal!
Motivo de festa entre amigos e irmãos.
Vida nova, oportunidade para reflexões,
A compreensão do amor em busca da paz,
A paz, a entrega, a graça do nosso Criador.

                                      Dezembro 05, 2013.


                        &

It's Christmas


It's Christmas!
Moment of reflection,
Time to sing a new song,
A poetry that talk about love, which talks about forgiveness
And about of a new way of life.

It's Christmas!
Let invite ours family, ours neighbors and ours friends
For, together, to sing the reasons to love.
Let acclaim the love, let´s love! It's Christmas
Let sing the love.

It's Christmas!
The starry sky, new promises.
The reason to love shines in the glow of the stars,
It's Christmas! Let us remember our Creator,
Remember the love, and love.

It's Christmas!
Let us love! Let us love as Christ has teaches us to love.
Let allow reborn in our hearts a new song,
A new love and the forgiveness.
It's Christmas, new life, new season.

One more Christmas is coming!
It is time to celebration among friends and brothers.
A new life, an invitation to reflection,
The understanding of love in search of peace,
Peace, the deliverance, the grace of our Creator.


                                                                 December 5, 2013.


                                       &

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Os teus olhos

Mistérios! Somente mistérios, histórias
Que não me foram contadas, segredos a
Mim negados, mistérios.
Num passeio displicente, um acaso e o meu
Olhar depara-se com os teus olhos e se
Encanta. Encanta-se, abraça-o, sente que
Precisa com ele ficar. Paixão! Uma nova
Paixão, uma nova história de amor.

A luz misteriosa dos teus olhos reflete
Um pouco da tristeza que suplica carinho
E um muito da paixão que tem vontade
De amar. A ternura que veste o teu olhar
Ilude-me, me tira para dançar e danço.
Danço com ela até acordar para a
Realidade de que não me foi dado ser
Enlaçado pela beleza teu olhar.

Mistérios! Paixão, encanto. Encanto que
Me encanta como o canto da sereia.
Beleza singela, discrição, serenidade,
Doçura e meiguice. São tantos os
Adjetivos envoltos ao mistério dos teus
Olhos que adjetiva-los é o mesmo que
Contar as estrelas do céu em noites de
Luar.

Música, ternura, doçura e, mais uma vez
Doçura, são os teus olhos a me olhar.
A meiguice dos teus olhos me lembra as
Primeiras chuvas, o cheiro de terra
Molhada a primavera e tudo mais que
Amo. O sorriso discreto dos teus olhos
Sorri ao me olhar e me leva às primeiras
Flores, aos voos suaves das borboletas e
Aos beijos nos lábios. São os teus olhos,
A ilusão, a paixão e os meus devaneios.

Os teus olhos são tão misteriosos quanto
O silêncio da madrugas, as gotas de
Orvalho, a brisa à beira mar. Os teus olhos
São uma história de amor, uma paixão,
O primeiro beijo a ilusão. O teu olhar é
Um convite a passear um sonho, a viver a
Alegria,  a sonhar.

                               Dezembro 03, 2013



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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Vá devagar - Ease down

Calma! Vá devagar! Vagueie 
Os pensamentos vagos com
Cuidado, não te perca! Não
Dê atenção aos cochichos
Que cochicham na sombra
Dos disse me disse. Não te
Inebrie com a verdade única,
As verdades mentem.

Veja, ainda que andes
Descalça, não pise as flores.
Se com sede, não bebas do
Perfume da noite e nem do
Orvalho da madrugada.
Pense as lágrimas como
Pensas a tristeza vadia que
Machuca pelo simples prazer
De  machucar.

Não! Não te apaixones pela
Primeira canção que bater
À porta do teu coração.
Não tome por amor gestos
De afeição, não te enganes,
Não dê vida à decepção.
Não te envolva! Não te iluda
Com as paixões que são
Lúdicas como as canções.

Ouça! Vá devagar! Vagueie
Por entre os pensamentos
Vagos com cuidado. Pense!
Há flores que escondem, em
Cada gota de sua beleza,
Espinhos e paixões que
Amargam como fel. Dance!
Dance mas não te apaixones
Pela primeira mão que te
Tirar para dançar.

                Dezembro 02, 2013

             &



Ease down


Easy down! Do it slowly! Wander,
The lost thoughts carefully,
Don´t get lost on it! Do not pay
Attention to the whisper which
Whisper on the shadows of the
Gossips. Do not inebriate
Yourself with the truth, the truths
Lie.

Look! Even you walk barefoot,
Do not step over the flowers.
If thirsty, do not drink the
Perfume of night, nor the
Morning dew.
Think the tears as you think the
Bitch sadness which hurts just
For the simple pleasure of to
Hurt .

No! Do not fall in love by the
First song to knock at your
Heart´s door. Do not take as
Love the gestures of affection.
Do not fool yourself, do not
Give life to disappointment,
Do not get involve! Do not
Deceive you with passions that
Are like songs.

Listen! Easy down! Wander
Among the empty thoughts
Carefully. Think! There are
Flowers that hide in every single
Drop of her beauty thorns and
Passions that bitter as gall.
Dance! Dance but do not fall in
Love by the first hand that you
Take you to dance.

                
        December 2, 2013


                          
&
                        


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

A seca

O sol, o chão, a poeira!
O vento seco sopra e o cisco
Preguiçoso acorda. Acorda e
Levanta-se para logo
Repousar nos olhos sofridos,
Maltratados pela desolação.

As lágrimas, desamparadas,
Rolam e caem. Elas caem
Sobre o chão ávido de sede
Que as bebe e reza. Faz
Orações aflitas e liberta o
Seu pranto, um lamento, uma
Oração.

Os braços erguidos pro céu
Suplicam por uma promessa
Que não lhes foi prometida.
O tempo, o sol,  o chão.
A poeira ardente, o sermão
Sofrido de quem não se
Desengana da fé ainda que
Sofra decepções.

Não chove, sedento o sermão
Cala-se diante da inclemência
Do sol. Os braços, vencidos 
Pela falta de chuva, 
Abandonam-se em desânimo
E deixam os olhos marejados
Chorarem as tristezas de seu
Coração.

                        Novembro 29, 2013

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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Medo

Assusta-me o medo que gera o meu medo.
O medo que, com medo, esconde-se no medo 
Que usurpa-me a paz.
Que medo o medo me faz sentir quando 
Penso que pode acontecer de eu ficar só.

Não dou guarida ao medo. 
Que morra o medo, o medo que me assusta.
Nego! Rejeito o susto que desperta o medo,
O medo que me rouba o sono mesmo 
Antes de eu adormecer.

É angustiante o  desassossego causado pelo medo,
O medo que desperta os meus medos.
É assustado pensar no medo como companhia
Nas noites frias.

Não aceito viver os medos que o medo me impõe.
Não!
Não me permitirei ser tomado pelo pesadelo
De sentir os medos que o medo, com medo,
Grita no silêncio da noite para me acordar.

               Novembro 28, 2013


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