Oprofeta

Oprofeta

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Um pouco da minha casa - A little bit of my home









Engano - A mistake



Terá sido engano? Não!
Não posso ter-me
Enganado. Eu vi os
Teus olhos passeando
Em meu olhar. Bem!
De repente tenha
Sido só uma brincadeira
Da minha imaginação.
Venha cá! Terias tu me
Olhado, ou terei eu
Vivido mais uma ilusão?
Brincadeira sem graça!
Não! Espere! Juro que
Vi o teu sorriso me
Sorrindo. Sim! Eu vi!
Não estou enganado!
Não pode ter sido mais
Uma treta da minha
Imaginação. Ei! Será
Que me enganei? Não!
Não pode ser.
Bom! Então tá! Não
Aconteceu nada. Foi só
Mais um pensamento
Descabido que passeou
Em minha mente.
Mas olha! Juro ter visto
Os teus olhos tirando
Os meus para dançar.
É! Acho que fui, mais
Uma vez, traído pela
Minha imaginação.

                 Julho 25, 2013

                    *
 
A mistake



Have it been a mistaken?
No way! I can´t afford
Such mistaken. I saw
Your eyes wandering in
My eyes.
Well! May be it was just
My imagination fooling
Me around. Come on!
You'd have stared me or
Have I lived one more
Illusion?
Unfunny joke! No!
Wait! I swear by the
Moon that I saw your
Smile, smiling to me.
Yes! I saw it! I'm not
Mistaken! It wasn't one
More treat of my
Imagination.
Hey! Am I wrong? No
Way! It can not be.
Good! It is okay then!
No! Nothing happened.
It was only one more
Unreasonable thought
That paced in my mind.
But look! I swear that I
Saw your eyes taking
Mine to dance. Well! I
Think I was, once
Again, betrayed by
Imagination.

                  July 25, 2013

                       *

Pedras atiradas - Thrown stones



Foram tantas as pedras atiradas,
Foram muitas, muitas as pedras.
Pedras que caíram no meio do
Caminho, pedras que choraram
Sozinhas, pedras que me
Feriram, pedras que não sabiam
O que me dizer.
Foram tantas as pedras atiradas
Sobre mim, enquanto eu
Caminhava a vida. Pedras que
Bateram-me, Pedras que me
Beijaram e outras que cuspiram
Na pouca vaidade que eu tinha
E me mostraram onde elas
Queriam que eu ficasse.
Foram muitas as pedras
Atiradas! Eram tantas que não
Atrevi-me a conta-las, mas sei
Que eram muitas porque em
Quase todas tropecei.
Foram muitas as feridas abertas
Em meu corpo. Eram tantas as
Dores que sorri dos dissabores
Que não sabiam mais como me
Magoar.
São tantas as pedras atiradas
Enquanto eu espero a morte,
Que por alguns momentos,
Penso haverem quebrado a luz
Do sol quando o céu escurece
No meio do meu dia.
São tantas as pedras atiradas em
Meu caminho, mas as tomo em
Meus braços, afago-as e as
Convenço não me machucarem.
Sim! São muitas, muitas pedras
Atiradas em meu caminho.

                              Julho 25, de 2013

                          *



Thrown stones

There were so many thrown stones,
It were many, so many stones.
Stones that fell in the middle of my
Way, stones which wept alone,
Stones that wounded me, stones
Which doesn´t know what to say
Me.
There were so many thrown stones
Over me while I was walking life.
Stones which hit me, stones that
Kissed me, and stones that spat
The little vanity that I had, and
Showed me where it wanted me
To stay.
There were many tossed stones!
It was so many stone that I didn't
Dared to count them but, I knew
It was a lot because I stumbled
In almost all of them.
There were many open wounds
In my body. It was so many pains
That I mocked of the
Unpleasantness which no longer
Knew how to hurt me.
It is so many thrown stones over
Me while I wait for the death, it
Is in such quantity that for a few
Moments, I think some one has
Broken the sun´s light when, in
The middle of my day, the sky
Get dark.
There are so many thrown stones
On my way that I take them I my
Arms, I cuddle them, I convince
Them do not hurt me.
Yes! There are many, so many
Thrown stones in my way.

                              
July 25, 2013
 
                           *
 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Eu, vivo - I live



Eu!
O corpo a morada,
A porta escancarada
Engolindo a vida que
Entra nova e sai velha,
Amarrotada.
Eu!
O corpo, a vontade,
Uma situação desenganada
Que, em desengano,
Desenganou-se da vida
Restando apenas a ferida,
O restolho do que vivo.
Eu!
Um pensamento,
Sentimentos que movem
O espírito que, sem sorrir,
Chora e não vê o brilho
Do sol.
Eu!
O ontem, o agora, e um
Monte de sonhos que
Obrigo-me a acreditar 
Serem o meu futuro.
Futuro! Algo que 
Iludindo-me acredito que
Viverei.
Eu!
Uma necessidade de
Amar, uma paixão, uma
Explicação que justifica
A minha permanência
Neste momento que
Acredito ser a minha
Vida.

                   Julho 18, 2013

                  *




I live


I!
The body, the home,
The open door
Swallowing the life which
Get in new, and get out old,
Crumpled.
I!
The body, the will,
A hopeless situation which,
In disillusion, disillusioned
Itself with the life
Leaving only the wound,
The stubble that I live.
I!
A thought,
Feelings that moves
The spirit that, unsmiling,
Cries and do not sees the
Sun´s brightness.
I!
The yesterday, the now,
And bunch of dreams that
I force myself to believe
To be my future.
Future! Something that
I eluding myself to believe
That I will live it.
I!
A need of love, a passion,
One explanation that
Justifies my stay in this
Moment which I believe
To be my life.
                    July 18, 2013

                           *