Oprofeta

Oprofeta

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Com medo - Afraid

Com medo, corri,
Tropecei, assustado, caí.
Ressabiado esperei,
Esperei, mas não vi.
Pensei, esqueci.

Desagasalhado chorei,
Contrariado, calei.
Em silêncio fiquei,
Mudo ouvi e bati,
Entrei, me perdi.

No escuro não te vi,
Como bêbado, trôpego, caí.
Entre sorrisos me perdi,
Perdido amei, sofri e chorei.
Vivido, desiludido, morri.

Sofrendo de amor sorri,
Com medo, apanhei.
Apanhei e não entendi,
Entreguei-me ao persistir,
Abandonado desisti.

                      Setembro 30, 2013

              &




Afraid


Scared, I ran,
I did stumble,
frightened, I fell.
Distrustful, I waited,
I waited, but I did not see you.
I thought then, I forgot.

Naked, I cried,
Annoyed, I did shut up.
I kept silent,
Mute I heard and I knocked,
I got in, I found myself lost.

In the darkness I didn´t see you,
As a drunk, stumbling, I fell.
Among smiles I lost myself,
Lost, I fell in love, I suffered and wept.
Lived, disillusioned, I died.

Suffering by love I did laugh,
Afraid, I was spanked.
I was bitten up and did not understood it,
I gave myself to the persist,
Abandoned by it, I did quit.

                       September 30, 2013

           &
 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A angústia - Anguish



Toma tento! Atina-te
Para o que há de vir.
- Por quê?
- Deixa pra lá!
Não importa, já foi,
Passou, aconteceu
Deixou de ser,
Esqueceu.
Aconteceu ontem!
Estava anoitecendo,
O sol já se despedia do
Dia, o frio da noite já
Fazia-se presente
Quando a ausência,
Angustiada por não
Sentir-se notada,
Gritou:
- Estou aqui!
A razão não entendeu
Nada. Mas não importa!
Passou, perdeu-se no
Apagar das luzes,
Escondeu-se no silêncio
Que a tomou em seus
Braços e a confortou.
Toma tento!
Importe-se menos
Com o que foi dito,
Do que com o que
Ficou por se dizer.
Acabou, passou, agora
Repousa na sobra, foi
Consumido pelo silêncio
Que cala a dor dos mudos.
Desapareceu no escuro
Dos pensamentos
Controversos como
Desaparecem os
Lamentos da
Madrugada.
Morreu.

                        Setembro 27, 2013

                 &




Anguish

 
Pay attention! Care for
What is about to come.
- Why?
- Forget it!
Never mind, it has
Gone, has passed,
Already happened,
No longer exist, has
Been forgotten.
It took place yesterday!
It was later afternoon
When the sun was
Saying so long to the
Day and the evening´s
Cold was already
Dressing me when the
Absence, anxious
For do not be noted,
shouted:
- I'm here!
The reason did not
Understand such
Situation but. Never
Mind! It has gone, it
Has been lost in the
Darkness, hid in the
Mute of the silence
Who took her in his
Arms and comforted
Her.
Be aware!
Care less for what
Has been said than for
What stood by to say.
It is over, it has gone,
Now it rests on the
Shadow, it was
Consumed by the
Silence that shut the
Dumbs pain.
It disappeared in the
Darkness of the
Controversial thoughts
As disappears the
dawn's lamentations.
It has died.

                         September 27, 2013

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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Minto - I lie

Minto! Minto porque a minha verdade
Ofende-te. A minha verdade te agride
E diz coisas que não queres, que não
Gostas de ouvir e então, minto.
A razão dança entre as verdades e
Mentiras que digo para acalmar a tua
Desconfiança e fica assim, bem contigo
E mau comigo. Ela angustia a minha
Consciência que não aceita as coisas
Como estas acontecem e não se cala.
Não para de questionar-me, por quê?
Por quê? Por que permites que seja
Assim?
Minto! Ainda que envergonhado,
Minto. Minto para não testemunhar a
Tua desconfiança desconfiando das
Minhas verdades como se estas
Fossem mentirosas, então minto.
Minto e apaziguo a tua desconfiança,
Dou a ela o que sacia a sua sede e
Durmo com a falsa paz, enquanto
Sonho com a liberdade.
Minto! Falo uma verdade que seria
Mentira se dita à outra pessoa, e
Deixo assim; parecida com a mentira
Que satisfaz a tua desconfiança, a
Bebida que ela gosta de beber.
Minto! Minto porque a minha verdade
Ofende-te. Minto porque a minha
Verdade agride, ela diz coisas que
Contrariam a tua desconfiança, coisas
Que não gostas de ouvir, e então
Minto uma vez, outra vez e mais
Uma vez, minto.

                                                        Setembro 26, 2013

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I lie

I lie! I lie because my truth offends you.
I lie because my truth assaults you and
Says things that you don´t want to
Know, that you don´t like to hear and
Then, I lie.
The reason dance between truths and

Lies, lies that I say to calm down your
Distrusts and stay like this: well with
You and not fine to me. So It
Distresses my conscience which does
Not accept things as I do allow it to
Happen and do not stay quiet.
My consciousness doesn´t stop to
Question me, why? Why? Why are
You allowing it so?
I lie! Although embarrassed, I do lie.
I lie to avoid witnessing your  distrust

Distrusting my truths as it were
Untrue, then lie.
I do lie to easy down your distrust, and

I give her what quenches her  thirst
And then I sleep with a false peace
Of mind while I dream of freedom.
I lie! I do say a truth that would be a

Lie if said to other person, and I put
In this way; looking like the lie that
Satisfy your distrust, and serve her
The shot she deserves to have. I lie!
I lie because my truth offends you.
I lie because my truth assaults you, it
Says things  that hurt your distrust,
Things that your distrust doesn't  like
To hear and then, I lie! I lie again and
Again. I lie.

                                              September 26, 2013

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