Oprofeta

Oprofeta

quinta-feira, 27 de março de 2014

Desejos

Diga-me!
Como te ter à noite,
Da mesma forma que te sonho
Durante o dia?

                  Chui, março 27,2014


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Meus pecados

Já pequei tanto por nada,
que agora entendo não ser pecado,
eu pecar por amor a ti.
                 
                        Chui, março 27, 2014


                        &

quarta-feira, 12 de março de 2014

Posso ensinar


Posso ensinar!
Posso ensinar porque não sei.
Posso ensinar porque não aprendi,
Não aprendi porque tive medo.Tive medo de saber.
Sei tudo do medo! Ele me falou os seus segredos
Enquanto se escondia dos seus medos.

Posso ensinar!
Posso ensinar porque não sei.
Posso ensinar porque não aprendi,
Nunca aprendi a atravessar as tormentas do medo
Sem me assustar. Não aprendi a viver os pesadelos
Sem me apegar ao medo, sem o medo me assustar.

Posso ensinar!
Posso ensinar porque não sei.
Posso ensinar porque não aprendi,
Não aprendi a sobreviver os desencantos sem ser
Tomado pela dor. Não aprendi a entender os
Desalentos e tive medo. Tive medo quando as
Mentiras se fizeram  parecer com as verdades e estas
Esconderam-se com medo, e então tive medo.

Posso ensinar!
Posso ensinar porque não sei.
Posso ensinar porque não aprendi a conter as lágrimas,
Não aprendi a mentir, mesmo quando as mentiras me
Garantiam proteção. Posso ensinar! Posso ensinar
Porque sempre chamo pela verdade mesmo quando
Sabendo que estas vêem para me bater.

Posso ensinar!
Posso ensinar porque não sei.
Posso ensinar porque não aprendi a fingir, posso
Ensinar porque não me agasalho ao fingimento quando
Este me oferece proteção. Posso ensinar porque não sei,
Posso ensinar porque não aprendi.

Posso ensinar!
Posso ensinar porque não sei.
Posso ensinar porque não aprendi amar, posso ensinar
Porque quando pensei estar amando fui abandonado pelo
Amor. Posso ensinar porque enquanto amei o amor
Zombou do meu amor, posso ensinar porque aprendi a
Tratar o amor com a verdade, posso ensinar porque
Chorei por amar

                                                     Março 12, 2014


                          &

Saudades

Que saudades!
Saudades, saudades, saudades.
Saudade que choro em minha saudade,
Saudade que ressente o que se perdeu no tempo
Saudade que chora o que nunca esqueci.
Saudades!
Saudades de histórias vividas,
Saudades de passagens adormecidas que
Despertam-se, no meio da solidão, para me
Falarem de saudades e reclamarem por
Nunca terem acontecido, saudades!
Saudades do muito que se perdeu por medo,
Saudade de  tudo que foi deixado para depois,
Saudades do que foi evitado,
Saudades de tudo por que chorou.
Saudade! Saudades! Saudades.
Saudade daquela rua,
Saudade da lua,
Saudades da moça da esquina,
Saudades do beijo que nunca aconteceu.
Saudades, saudades, saudade!
Saudades que, caladas, escondem prantos,
Saudades que falam de desencantos,
Saudades do que não pode ser falado,
Saudades não confessadas.
Saudades! Saudades! Saudades.
Saudades choradas em silêncio,
Saudades escondidas em sorrisos,
Saudades nos abraços de despedidas,
Saudades de tudo que ficou para trás
Saudades daqueles que jamais verei outra vez,
Saudades que implora para o tempo voltar,
Saudades, saudades, saudades,
Vivo de saudades, sou saudades.

                               Março 12, 2014

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segunda-feira, 10 de março de 2014

Às mulheres

Mulher!
Filha, irmã, amiga, namorada, esposa, mãe.
Mulher!
Companheira, cúmplice, amante, amiga eterna.
Mulher!
Mulher, abraço, sorriso, emoção, lágrimas, afeição,
Mulher, ternura, perdão, paixão, compaixão, amor.
Mulher!
Mulher! Ser divino, santa, mãe. Irmã, avó, avó!
Mulher! Sorrisos, lágrimas, mãos, braços, abraços,
Mulher! Pensamentos, sentimentos, perdão, equívocos,
Mulher!
Certeza, beleza candente em meio às tempestades,
Lágrimas nas partidas, sorrisos nas chegadas
Abraços eternos e desejo de que todos os dias
Sejam “O dia das mulheres”, o teu dia, o dia de eu
Te beijar, como eu deveria beijar-te todos os dias.
Beijo-te mulher.
Mulher,

                                           Março 10, 2014

                                                   &


sexta-feira, 7 de março de 2014

A Choupana



Simples!
Tão simples quanto o soprar dos ventos.
Complexa como as lágrimas que se perdem no nada,
Num pranto que nunca quis prantear.

Bela como o cantar dos pássaros,
Meiga como os afagos, como os beijos, como as ilusões.
Bela, bela, simplesmente bela,
É assim, é vida em sua vida.

Calada!
Calada, como a amante apaixonada, aguarda o abraçar do tempo,
Envelhece sob o açoite dos ventos, com os banhos de chuva,
Envelhece com as madrugadas e suas histórias de amor.
Calada envelhece assistindo o envelhecer das coisas.

Triste!
Triste como o choro da harmônica no lamento do blues,
Serena como a brisa da madrugada, como o orvalho que banha
As flores. Doce! Doce como o perfume do meio da noite,
Apaixonante como a mais linda das mulheres.

                                                                          Março 07, 2014


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