Oprofeta

Oprofeta

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Te amo!

Te amo!
Como a razão se perde diante do amor, te amo.
Te amo!
Como o vento cria novas canções, te amor.
Te amo!
Como o amor faz surgir novas emoções, te amo.
Te amo.


Te amo!
Como o orvalho beija as flores na madrugada, te amo.
Te amo!
Como as músicas reinventam as ilusões, te amo.
Te amo!
Como as emoções inquietam o coração, te amo.
Te amo.


Te amo!
Te amo na forma mais explicita do amar.
Te amo!
Te amo com todos os amores que existem no amor.
Te amo!
Te amo com a paixão que só o amor ama.
Te amo.

Te amo!
Te amo!
Te amo.

                                                    Junho 25, 2014



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domingo, 8 de junho de 2014

Débil


Faça uma oração que diga “não”!
Uma prece que abrande o teu choro, que enxugue tuas
Lágrimas, quiçá, conceda-te perdão.
Faça uma prece! Faça uma oração que não durma
Sem antes acalmar o teu coração. Uma prece que te
Devolva a razão.

Faça uma oração que diga ”não”!
Peça os perdões que dormem calados em teu coração.
Renegue o “não”, esqueça o depois e não confie no
“Talvez” que tantas vezes te enganou.
Ore contra os tropeços, as dúvidas e as razões tão
Equivocadas quanto às certezas incontestáveis.

Faça uma oração que diga “não”!
Uma prece que não concorde com os sermões que
Contrariam as verdades. Não beba do cálice que
Engana, que embriaga e induz a acreditar no perdão
Incondicional. Faça uma oração que diga “não”!
Uma prece que não se curve ao ”não”, ore.

Faça uma oração que diga “não”!  Uma prece que não
Induza a acreditar no que nega o coração. Uma oração
Que não entrega ao medo. Uma prece que sacie a sede,
E faça sorrir o espírito.
Faça uma oração que diga “não” ao não! Uma prece
Que, do meio para o fim, caminha abraçada ao amor.

                                                                    Chui, Junho 7,2014


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domingo, 1 de junho de 2014

Tem nome


A poeira adormecida sobre solo, como um bêbado,
Levanta-se ao ser bolinado pela água fria da chuva que violenta
O seu corpo. Molhada a poeira exala o seu perfume. Seu corpo é
Perfume que adentra os meus poros e agasalha-se em
Meu coração e, transforma-se em paixão.

A pedra solta sobre a terra, como um pesadelo, dali não sai.
Calada, muda, machuca o descuido do descuidado e sangra o
Seu corpo. Corpo! Pedra, pó, carne que geme ao ser ferida
E profana, peca ao apaixonar-se. Pedra solta sobre a terra
Machuca o descuido de quem não aprendeu a amar.

Vento! Criatura tinhosa que me acorda no meio da noite para
Ouvir os seus lamentos. Não aguento! Não suporto quando o
Vento, enfurecido com a minha desatenção, bate violentamente
A porta do meu coração e um susto toma o meu corpo.
Que susto, o amor chegou!

Lágrima! Esta chora a saudade de alguém que nunca esteve
Comigo mas mora em mim. Paixão que tem rosto e nome! Nome
Que só revelo, em meio à agonia da saudade que me tortura no
Silêncio da madrugada, quando tenho somente a madrugada
Para me ouvir, quando mais desejo que ela esteja aqui.

                                                                   Chuí, Junho 01, 2014


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