Oprofeta

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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Soneto para o amanhã

Amanhã, que não tardes,
Eu te espero.
Amanhã,
Outro dia, um novo dia,
Só mais um dia, somente um dia.
Amanhã, um sonho,
Perspectivas, incertezas, medo.
Amanhã, um sopro do vendo,
Hora, tempo, expectativas,
Ansiedades e, talvez, certeza.
Amanhã!
As vezes pareces tão distante
Que penso que nunca chegarás para mim.
Que desespero!
De repente, pareces tão perto,
Que me angustia a tua demora.
Amanhã!
Amanhã!
Amanhã!
És só mais um dia, só outro dia.
Nostálgico, atiro-me ao teu encontro,
Transbordo  as minhas incertezas
E meus medos.
Tenho um segredo:
O teu mistério me encanta,
Apaixonado por teus segredos,
Me vejo amanhã.
Amanhã!
Toma-me em teus braços e
Seja, pelo menos uma vez, eu.
Experimente a ansiedade com a qual te espero.
Amanhã!
Não me deixes só,
Não faltes para mim,
Cale as minhas incertezas,
troeque-as pelo meu sorrir.


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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O Cantar dos Ventos - Poemas - The Song of the Winds - Poem: Absurdo

O Cantar dos Ventos - Poemas - The Song of the Winds - Poem: Absurdo: Digo ao absurdo, - A dor dói! Do eu, doeu, do eu! Basta de incertezas, A ausência de amor. O frio e o vazio, De tudo que acabou...

Absurdo

Digo ao absurdo,
- A dor dói!
Do eu, doeu, do eu!
Basta de incertezas,
A ausência de amor.
O frio e o vazio,
De tudo que acabou.
Sou eu, soluço,
Nego tudo.
Sou negado em aflições.
Coração, corações,
Uma prece,
Um pedido, um sermão.
O “senão”,
A angústia da dúvida,
O frio da solidão.
Serve-me um trago!
Trago em mim o teu “não”.
O “não” que tortura,
Destroça o “senão”.
Bebo os teus beijos
Como se ainda os tivesse,
O carinho que me abandonou,
A desventura,
A tortura da desilusão.
O meu corpo rejeita
O cálice do abandono,
Já não sou dono da situação.
Digo ao absurdo,
- A dor dói!
Do eu, doeu, do eu.


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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Óbvio


 E quando óbvio descobre-se nu.
Assim,
Simplesmente assim,
Exposto, cara limpa, um rosto.
Cala, cala!
Desgosto, deboche, chacota.
Que importa?
Tarde demais,
Já deu.
É óbvio!  
Era esperado,
Quem não sabia?
O sol levanta-se, não faz sua cama,
Lava-se em água fria,
Reclama,
Não esvazia a bacia.
A boca pede água,
Quando quer beijos,
Bebe, deixa o sobejo que,
Óbvio, não bebo.
O vento bate à porta,
Preguiçosa, esta geme,
Reclama mas abre-se e,
Óbvio,
Não há ninguém.
A impaciência não espera.
Ficou a insolência, as coisas,
A canga,
A cantiga de nina,
O copo vazio, a razão,
O óbvio.


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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Não

Não cale o meu “não”!
Ainda que te contrarie,
É minha decisão.
Dos meus tropeços,
Choro os tombos.
Das incertezas,
Vivo as angústias.
Respeite o meu “não”,
Tal como me calo diante do teu “sim”.
Um “sim” que empurra,
Que me joga no chão,
Que bate mais que sermão.
Não!
Na incerteza do “sim”,
Digo não.
Que o meu “não”, não desagrade.
Que não seja um cálice amargo,
Que seja tão somente um “não”.
Não!!!
Seja não,
Assim como o vento surra a relva,
Onde, desavisada, uma flor nasceu
E mora só.
Que dó!
A solidão é amarga,
Trava na garganta, sufoca.
Não gosto do abandono,
E daí o meu “não”.
Não bebo o adeus,
Não guardo a solidão por companheira
Odeio o silêncio do silêncio,
Tenho pânico das noites vazias.
Não!


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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Vida pro meu coração


... uma pétala cai.
Beijo a boca,
Um cálice doce,
Um sorriso,
É paixão.

Pés no chão,
Nada de devaneios,
Sem passeios esmo.
Palavras,
Explicações.

Estou apaixonado,
Deixo ficar.
Que cante os pássaros!
Bailemos,
Estou a amar.

Sou de sorte, tive a sorte!
O amor me encontrou,
Aconteceu, deixa pra lá.
Amo!
Estou amado.

Abraço flores,
Tomo em meus braços teu corpo.
Flor perfumada, pétalas macias,
Sacia, alimenta mi ´alma.
Não é paixão,
É a razão em forma de amar.

Deixa pra lá,
Não vou explicar!
É amor,
É paixão,
É vida pro meu coração.


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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Só vivi as paixões


Do amar sei pouco,
Do amor, as ilusões.
Me entrego,
Sou cego,
Trépido como as dificuldades
Engulo seco o soluço,
Acabou.
Sem perceber,
Envelheci sem experimentar o amor.
Dos beijos,
O sobejo,
Pouco guardo.
Ficaram as lembranças,
Daí as saudades,
Histórias que conto,
Enxugo as lágrimas,
Recordações,
Nem faz tanto tempo assim.
Faz frio,
Dos colos que me aqueceram,
Não ficou calor.
A paixão não é eterna,
Os abraços esvaem-se
Tal como os beijos.
O que fica são a lembranças,
A saudade e as noites frias,
A agonia que vivo,
E o arrependimento
Do que a dúvida não me deixou viver.
Do amar sei pouco,
Coisa que nunca entendi,
Vivi as paixões,
Que não me viveram.

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quinta-feira, 29 de junho de 2017

O sistema

O sistema corrompe,
Rompe a legalidade,
Violenta a verdade, mata.
O sistema mata tudo,
Inclusive os sonhos.
Sonhos prematuros,
Que nunca foram sonhados,
Morrem sendo ainda sonhos.
O sistema impõe o medo,
Implanta o segredo,
Rouba a vontade de protestar,
Quando na surdina
Elimina seus críticos.
O sistema governa a desgovernança,
Alimenta-se com o que é do povo,
Bate, tortura, prende, mata.
O sistema cala a gente,
Deixa os viventes sem ânimo de viver.
Suga a força da luta, engana,
Mente quando da esmola,
Quando recruta a ignorância,
Para lutar a sua luta até morrer.
O sistema é cruel,
Sínico, oferece o inferno
Dizendo ser o céu.
O sistema é a mentira,
A governança da desgovernaça.


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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Circunstâncias








Dada as circunstâncias,
É melhor eu dizer sim antes do não.
E a dúvida?
A dúvida é mulher tímida, insegura,
Cheia de medos e de senões.
Se a intenção é pecar,
Pecado tolo não vale.
O castigo é igual,
Pecado grande, pecado pequeno,
O preço é o mesmo.
Rouba-se um limão perde-se a mão.
Não creio na inocência,
Duvido das intenções,
Zombo da certeza,
Não ouço sermões.
É mentira, é mentira, tudo mentira!
A arte do convencimento é insana,
É uma doideira que só os tolos dão atenção.
Deixar-me me convencer do quê?
Negativo!
Se há incerteza, desprezo.
As situações são circunstâncias que vão e voltam.
Isto mesmo, vão e voltam!
Dadas as circunstâncias,
Melhor esperar para ver.
Sair à noite é perigoso,
Ultimamente nem os cachorros saem à noite,
Os gatos evitam o chão,
Dizem que caminhar sobre os telhados é mais seguro.
Que situação!
Dado as circunstâncias,
Melhor é estar bêbado.
Bêbado nunca sou assaltado,
Bêbado não sou atropelado,
Bêbado não erro o caminho de casa,
Sou bêbado, ninguém me dá atenção,
Nem tão pouco me deixam na mão.
Dado as circunstâncias,
Melhor evitar arguição.

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sábado, 22 de abril de 2017

Me rejeitas

Sou vida, um milagre
Escuto os teus prantos no meio da madrugada
E com o coração repleto de ternura venho ao
Teu lado sentar-me. Te consolo, te conforto e
Ainda assim não me olhas, não me percebes,
Não reconheces o amor que tenho por ti. 

Por que não chamas por mim? Por que nunca
Visitas a minha casa, a nossa casa? Sinto a
Angústia do teu espírito, o desespero de tua
Alma e a carência de amor do teu coração mas
Insistes em não me chamar, insistes em não falar
Comigo e sofres caminhando sozinho.

Ouço os teus soluços no meio da madrugada e
Venho te confortar mas não me percebes, não
Percebes o amor que tenho por ti e angustiado,
Assisto o teu desespero sem nada poder fazer
Por ti. Me esquecestes, não me reconheces e
Rejeita o amor que te oferto.

                          *


Te dou o sol



Sou a presença de Deus em sua vida.

Te dou o sol e não vês o milagre diante dos teus
Olhos, mando-te a chuva e não percebes mais
Este lindo evento acontecendo diante de ti, te
Ofereço o amor e tu  me ignoras. Que mais posso
Fazer para que percebas eu fazendo os milagres
Acontecerem em tua vida?

Tens fome mas não sabes de que, sofres sem saber
O porquê e a tua indiferença por mim te torna
Indiferente ao amor. Tens um carro novo mas este
Novo não te serve, a tua casa é boa mas este “bom”
Não é bom o suficiente para ti, queres mais, sempre
Precisas de mais e então me buscas, me buscas e me
Cansas com a tua insistência que nunca insiste pelo
Meu amor.

Te dou noites de luar com o céu repleto de estrelas
Mas o céu não te interessa, o teu espírito esqueceu
O céu, ele não vê beleza nas estrelas e mal enxerga
O que está diante de teus olhos, ele não vê beleza
Nem alegria no belo, ele só vê o material.


                                  *

Quando oras

Só eu sou Deus!
Para quem ajoelhas quando oras, se quando oras
Não buscas o meu amor? Oras mas em tuas
Orações pedes apenas por teus desejos frugais,
Pedes por tua falsa e insaciável necessidades
Materiais, pedes apenas para satisfazer a si.

Será que não tens irmãos? Será que o teu espírito
Não tem fome, não tem necessidade do meu amor?
Por que que em tuas orações não pedes pelo teu
Vizinho que tem frio, pelo teu irmão faminto ou
Pela amiga que enfrenta sozinha as agruras da vida?
Para quem os teus joelhos dobram, se quando estes
Dobram não pensas em outra pessoa se não em si?
Quero ouvir as tuas preces, mas insistes em não
Orar para mim.

Para quem ajoelhas quando oras? Quero te ouvir
Mas não falas comigo quando faz tuas preces.
As tuas orações insistem em orar no singular e
Sempre na primeira pessoa ignorando que não és o
Meu filho único. 


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As tuas preces

Onde está o teu coração?


As tuas preces se perdem no vazio que existe  entre
O teu coração e eu. O vazio que existe entre nós
Agiganta-se quando logo após tuas preces não
Reconheces o teu irmão, quando finges de surdo
Diante dos lamentos dos menos afortunados.

As tuas preces ferem os meus ouvidos porque não
Oras com sinceridade e quando conjugas os verbos
O faz sempre na primeira pessoa do singular. As tuas
Orações começam no “eu” , permanecem no “eu” e
Terminam no - “para mim” - . Não suporto ouvir as
Tuas orações e, por mais que eu queira, me é difícil
Conceder-te o meu perdão.

As tuas orações angustiam o meu coração, são
Torturas, algo terrível de ouvir. Não sei por que gritas
Tanto quando oras, por ventura pensas que eu não
Seria capaz de ouvir-te se orasses em silêncio?
É triste ver-te adentrando em minha casa com o
Coração repleto de desejos diferentes do que tenho
Para te oferecer.
                    
*

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Inconsequente



Não é justo que o injusto seja tão prevalente,
E que o inconsequente requeira consequência.
Clemencia para que?
As lágrimas, ainda que as feridas não cicatrizem,
Secam logo após serem choradas.
Quem se importa com o que passou?
O que assusta é o futuro,
O escuro da noite,
O susto, o medo.
Não é justo ser empurrado.
Por quê?
O trôpego não se sustenta,
As palavras e os palavrões não dizem o que ha de ser dito.
E o silêncio assustador que cala os lábios!
Pior é o beijo fingido que fere enquanto acaricia,
E o abraço?
O abraço mata quando cheio de ódio.
Por tudo não é justo que o injusto seja tão prevalente.
É indecente crer que a verdade só pertence a verdade,
Tantas vezes vi a mentira ter razão.
Pobre da razão que é louca e que em sua loucura,
Ela crê ser juiz e julga.
Não é justo, não é Justo, não é justo.
Por que o poder não está nos braços dos oprimidos?
Tudo é muito injusto,
A justiça julga de acordo com a vontade dos fortes,
E os fortes não se importam com o choro dos injustiçados.
Não empurrem, não empurrem, não empurrem!
Saia do caminho que o desatino vai passar,
Que passe logo,
O pobre já esta cansando de chorar.
Não é justo que o injusto seja prevalente,
É inconsequente tanto poder aos poderosos,
As lágrimas, ainda que as feridas não cicatrizem,
Secam logo após serem choradas.
Então não chore,
Engula o teu trago amargo e cale,
Se o teu destino é ser fraco,
Ainda que morra lutando, morrerás fraco.
A vida é desenhada assim,
Injusta, inconsequente e requerente de consequências.


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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Vivo a sua ausência


De repente tudo é solidão

De repente estou só.
Faz frio,
Experimento um sorriso que não sorri,
Verto lágrimas,
Sinto muitas saudades.

Você partiu,
Tudo se deu sem que eu percebesse.
O seu adeus me encontrou despreparado,
Nunca me imaginei te perdendo,
Como entender que seria assim¿

De repente, a saudade.
Cadê você?
O vazio da sua ausência trucida meu peito,
Que jeito?
Sem você, tudo em mim dói.

Sou só saudade.
O teu perfume esvaneceu.
A angústia ocupa o seu lugar em nossa cama.
Te chamo e só o silêncio me responde,
O seu nome é tudo que sei chamar.

De repente o sol apagou,
A lua deixou de brilhar no céu,
A felicidade me abandonou, faz frio.
A vida deixou de ter cor,
Vivo a sua ausência.

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terça-feira, 11 de abril de 2017

Deixa pra lá.


Diga tudo!
Diga do tudo, um pouco.
Diga do pouco o bastante.
Diga para não esquecer.

As coisas ditas,
Como são ditas,
Parecem comigo,
Mas na real é você.

E as feridas!
Todas abertas com palavras,
Palavras que são como chicotes,
Chicote que gosta de bater.

Esqueça as lágrimas!
As lágrimas não curam,
São fracas e amargas,
Difíceis de beber.

Esqueça!
Esqueça os beijos não beijados,
Os abraços não abraçados,
E os amores não amados.

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quarta-feira, 29 de março de 2017

Infância


 Da minha infância já perdida no tempo,
Contemplo os lamentos.
Olho o horizonte e vem-me os montes distantes,
Lugar onde, em minha imaginação, o sol se escondia.
Lugar para onde eu fugia,
Quando tinha medo de apanhar,
Lugar onde o céu debruçava-se para abraçar o mar.
Montes do meu devanear.

Luta inglória vencer os montes,
Quando choro ao tropeçar nas pedras miúdas do
Do meu caminho.
Adulto entendo menos vida,
Uma vez que aprendi que, o sol valente
Nunca se esconde. Descobria que a lua é
Mulher da noite, moça vadia.
Hum! Como eu a queria.

Hoje contesto tudo que pensei haver aprendido
Com o sofrimento.
Descobri que os montes misteriosos da minha infância
Não têm mistério algum.
São pedras, realidade pura, dor, coisa que não muda.
A! E a lua. Ela nunca saiu para se encontrar comigo,
Nas minhas noites sem amor, ela me deixou sozinho.
Vadia!

Adulto, certo de que nunca sobrepujarei os montes
Que abusavam da minha imaginação.
Não permito ter os meus pensamentos absorvidos por
Seus mistérios.
Não vencer os montes com seus mistérios não é derrota,
Que eu não chore ao tropeçar nas pedras miúdas
Do meu caminho.
Coisas da infância. Tola infância.

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terça-feira, 28 de março de 2017

Eu - I


Despido do que não sou,
Sou luz,
Sou água,
Sou sol,
Sou a brisa da madrugada.

Despido do meu corpo,
Sou orações,
Sou preces,
Sou esperanças,
Sou fé, sou a fé que nunca se desespera.

Sendo apenas o que de fato sou,
Sou desejo,
Sou sonhos,
Sou certeza
Sou razão, a razão que nunca argumenta.

Existindo somente como espírito,
Sou a porta aberta,
Sou o aperto de mão,
Sou o perdoar e esquecer,
Sou o amor, o amor que só conhece o amar.

Eu espírito,
Sou luz,
Sou chuva,
Sou sol,
Sou amor, o amor eterno.

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I

Naked of what I am,
I am light
I am water,
I'm sun,
I am the breeze of dawn.

Stripped of my body,
I am prayers,
I am prayers,
I'm hoping,
I am faith, I am the faith that never despairs.

Being only what I am,
I am desire,
I am dreams,
I'm certainty,
I am reason, the reason that never argues.

Existing only as spirit,
I'm an open door,
I am an open hand,
I am a forgiving and forgetting,
I am the love, the love that only knows to love.

I as a spirit,
I am light
I am rain,
I'm sun,
I am love, eternal love.

           @