Oprofeta

Oprofeta

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Como confiar


Abre-se a porta,
Um passo em falso.
Tão falso quanto o sorriso
Que sorris para mim.

Que medo!
O coração fecha-se em segredos,
Vida que não conta,
Passagens que chora.

Uma pancada seca,
A porta bate.
Derruba a cerca,
Cercado que cerca a vida.

Abrase-se a janela e a luz sai,
Esconde as estrelas que há pouco,
Serelepes, exibiam-se no céu.
Contigo tudo é tão escuro.

Que horrendo são as dúvidas!
Por favor, dá-me um copo,
Vou beber,
A porta fechou-se em mim.

E tu?
Juras amar-me,
Mas esbofeteia-me sempre que não te observo.
Como confiar? Devo?

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