Oprofeta

Oprofeta

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Não

Não cale o meu “não”!
Ainda que te contrarie,
É minha decisão.
Dos meus tropeços,
Choro os tombos.
Das incertezas,
Vivo as angústias.
Respeite o meu “não”,
Tal como me calo diante do teu “sim”.
Um “sim” que empurra,
Que me joga no chão,
Que bate mais que sermão.
Não!
Na incerteza do “sim”,
Digo não.
Que o meu “não”, não desagrade.
Que não seja um cálice amargo,
Que seja tão somente um “não”.
Não!!!
Seja não,
Assim como o vento surra a relva,
Onde, desavisada, uma flor nasceu
E mora só.
Que dó!
A solidão é amarga,
Trava na garganta, sufoca.
Não gosto do abandono,
E daí o meu “não”.
Não bebo o adeus,
Não guardo a solidão por companheira
Odeio o silêncio do silêncio,
Tenho pânico das noites vazias.
Não!


              @

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Vida pro meu coração


... uma pétala cai.
Beijo a boca,
Um cálice doce,
Um sorriso,
É paixão.

Pés no chão,
Nada de devaneios,
Sem passeios esmo.
Palavras,
Explicações.

Estou apaixonado,
Deixo ficar.
Que cante os pássaros!
Bailemos,
Estou a amar.

Sou de sorte, tive a sorte!
O amor me encontrou,
Aconteceu, deixa pra lá.
Amo!
Estou amado.

Abraço flores,
Tomo em meus braços teu corpo.
Flor perfumada, pétalas macias,
Sacia, alimenta mi ´alma.
Não é paixão,
É a razão em forma de amar.

Deixa pra lá,
Não vou explicar!
É amor,
É paixão,
É vida pro meu coração.


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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Só vivi as paixões


Do amar sei pouco,
Do amor, as ilusões.
Me entrego,
Sou cego,
Trépido como as dificuldades
Engulo seco o soluço,
Acabou.
Sem perceber,
Envelheci sem experimentar o amor.
Dos beijos,
O sobejo,
Pouco guardo.
Ficaram as lembranças,
Daí as saudades,
Histórias que conto,
Enxugo as lágrimas,
Recordações,
Nem faz tanto tempo assim.
Faz frio,
Dos colos que me aqueceram,
Não ficou calor.
A paixão não é eterna,
Os abraços esvaem-se
Tal como os beijos.
O que fica são a lembranças,
A saudade e as noites frias,
A agonia que vivo,
E o arrependimento
Do que a dúvida não me deixou viver.
Do amar sei pouco,
Coisa que nunca entendi,
Vivi as paixões,
Que não me viveram.

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