Oprofeta

Oprofeta

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Não

Não cale o meu “não”!
Ainda que te contrarie,
É minha decisão.
Dos meus tropeços,
Choro os tombos.
Das incertezas,
Vivo as angústias.
Respeite o meu “não”,
Tal como me calo diante do teu “sim”.
Um “sim” que empurra,
Que me joga no chão,
Que bate mais que sermão.
Não!
Na incerteza do “sim”,
Digo não.
Que o meu “não”, não desagrade.
Que não seja um cálice amargo,
Que seja tão somente um “não”.
Não!!!
Seja não,
Assim como o vento surra a relva,
Onde, desavisada, uma flor nasceu
E mora só.
Que dó!
A solidão é amarga,
Trava na garganta, sufoca.
Não gosto do abandono,
E daí o meu “não”.
Não bebo o adeus,
Não guardo a solidão por companheira
Odeio o silêncio do silêncio,
Tenho pânico das noites vazias.
Não!


              @